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Poemas : 

Desconexão

 
A luz a entranhar-se
na lentidão da noite
derramada sobre o arvoredo.

Podia o silêncio acordar
e ser um murmúrio brando
uma paz interminável
a sussurrar eternidade.

E o tempo a querer ser
a voz de um tempo vivo
memória ou reencontro.

Pegar na palavra
e segui-la
como se fosse um sonho a acenar
um desejo a prolongar-te os gestos.

Soprar sementes nas manhãs
paradas. Exaustas. Doridas.

Convocar a imaginação.

Cair de pé.




maria

 
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Enviado por Tópico
ÔNIX
Publicado: 21/07/2016 09:38  Atualizado: 21/07/2016 09:38
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Usuário desde: 08/09/2009
Localidade: Lisboa
Mensagens: 2695
 Re: Desconexão
Quando leio os seus poemas viajo para muitos lugares: alguns são-me familiares, outros nem tanto, mas quase poderia afirmar já ter passado por eles mesmo com os olhos fechados.

Gosto quando leio e sinto vontade de voltar ao inicio e...pelo menos tentar ser...

"o silêncio a acordar
e ser um murmúrio brando
uma paz interminável
a sussurrar eternidade.


Abraços

ONIX