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Poemas : 

Sob luas e silêncio

 

Para te explicares as palavras inquietas
voltas a olhar o horizonte
e a viver o silêncio que o outono descobre.

Do tempo verás nascer
lentamente o infinito

e é provável que te abeires de um refúgio
onde a lágrima atravesse a inocência
da primeira luz da manhã

e se deixe morrer sem nome.



maria

 
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outonal_idade(s)
 
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Enviado por Tópico
Nininha
Publicado: 06/09/2016 01:59  Atualizado: 06/09/2016 01:59
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Usuário desde: 14/04/2016
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 Re: Sob luas e silêncio P/ outonal_idade(s)
Olá Maria;

Existem lágrimas com nome e endereço, e outras anónimas. A única certeza é a desse horizonte infinito que não abandona o campo de visão. Isso e a certeza da existência de uma nova manhã.
Muito obrigada pela partilha inspiradora!
Boa noite


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 06/09/2016 17:08  Atualizado: 06/09/2016 17:08
 Re: Sob luas e silêncio
Tão lindo maria, tão lindo!

Sempre que por aqui passo, fico a ler-te por várias e várias vezes.

Obrigada por este jeito tão profundo de tocar o nosso coração.

Um beijo maria.

Anggela


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 07/09/2016 13:51  Atualizado: 07/09/2016 13:51
 Re: Sob luas e silêncio
..um belo prisma sobre a chuva rala e o sol de um fim de tarde. Linda poesia. parabéns Poetisa.


Enviado por Tópico
Volena
Publicado: 09/09/2016 11:32  Atualizado: 09/09/2016 11:33
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 Re: Sob luas e silêncio P/outonap_idade(s)
Que suavidade de poema olhando o infinito onde uma lágrima com ou sem nome se entregue à Tua Luz...
lindíssimo! Adorei e favorito, beijinho Vólena


Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 14/09/2016 17:26  Atualizado: 14/09/2016 17:27
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 Re: Sob luas e silêncio
Muito noturno.
Sobre o nascer do infinito ele pode entrar, no campo da matemática, do menos infinito (desde o passado recente ao longínquo), ao mais infinito (desde o futuro segundo a todas as possibilidades de futuro que o futuro encerra).

A lágrima que atravessa a inocência pode faze-lo na infância (novo regresso ao passado), ou numa inocência recém-conquistada. Difícil e que se perde facilmente (ou não!).

O horizonte é sempre um bom conselheiro e amigo de altas reflexões.
O outono é doce e maduro.

O silêncio quase sempre vale ouro.
Este poema também.

Bj


Enviado por Tópico
Margô_T
Publicado: 17/09/2016 09:35  Atualizado: 17/09/2016 09:35
Da casa!
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Localidade: Lisboa
Mensagens: 277
 Re: Sob luas e silêncio
O outono mostra-nos esse silêncio do tempo que antecede a chegada do frio invernal.
Por isso, olhando o horizonte, procura-se que as “palavras inquietas” serenem, formando algo com sentido, passível de se explicar.
A contemplação do horizonte dá-nos uma ilusória sensação de “infinito” - que se revela aos nossos olhos à medida que estes o fixam e se diluem nele, e no tempo, “lentamente”.
“é provável” que esta sensação de infinidade e perenidade traga uma espécie de “refúgio” a quem a fixe, fazendo com que “a lágrima” desça do rosto impune, sem causa atribuível, “sem nome”
já que esquecida perante esta contemplação que torna a atribulação do instante uma insignificante nesga do que existe.

Bjs