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Poemas : 

Saudades tuas.

 
Tags:  tristeza    desilusão    mãe    ódio    revolta    amargura  
 
 
Um disseste que não pretendias sair,
um beijo na testa,
é apenas mais um dia maravilhoso,
não importa o quanto fosse ventoso,
não importa a escuridão pousavas a minha mão no teu coração,
mesmo sem esperança encontrava o meu caminho,
fizeste me andar, correr e lutar,
agora não sei fazer isso sozinho,
a dor da perca como aguento,
merda... leva me este tormento vento,
leva este momento... merda esta dor moí por dentro,
hoje sou uma vela apagada num pátio,
de feliz a melodramático e isto mantém me estático,
merda de vozes calem-se é só mais um copo mais um cigarro para as apagar,
mas elas intensificam,
não me consigo esconder, não consigo fugir,
dei te o meu mundo para tu colorires,
hoje não estas e as cores se foram,
não me encontro estas canetas são as lágrimas que os meus olhos não choram,
merda mais uma vez merda para isto,
não te dei valor mãe e agora que penso nisto,
amo-te e não estas cá para ouvir e eu tenho de te dizer a minha vida depende disso,
Onde estas agora para me levantar,
eu caio de propósito a espera da tua mão mas não a consigo encontrar,
merda espetem me uma bala no peito,
merda que fiz eu, porque partiste tu,
poderia ser qualquer um,
poderia ser eu mas nunca tu...
Não percebo... merda para o vosso Deus,
merda para o adeus,
merda para as noites que rezai,
merda para o que passei,
Sou ateu e se acreditasse odiaria repugnaria
e para mim se não te tirou a vida ficou quieto e se tivesse oportunidade o mataria,
eu trocava mil palavras por uma tua,
eu percorria mil e uma ruas só para ver o teu rosto nem que fosse na lua,
eu trocaria o resto dos meus dias por um contigo,
apenas para te dizer o que não disse,
fazer o que não fiz,
merda... fui tão feliz...
merda isto não foi nada do que quis,
as vezes tenho vontade de esquecer,
mas no dia que te esquecer é o dia que assumo que desapareceste e eu te tornarei imortal mesmo que acabe comigo,
hoje não sou um ser social,
fecho me e tranco me sozinho com o meu próprio ódio,
e cada noite é mais um episódio catastrófico...
queria viver por ti como se vivesse pelos dois,
mas como posso viver agora assim ?
lembrando como foi antes como posso viver o depois ?
Amo-te mesmo que isto me deprima,
e se um dia ceder a tentação espero que estejas do outro lado para me estender a mão...



 
Autor
Acef
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