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Poemas : 

Medo de virar pó

 
Medo de virar pó
 


Tenho medo de tornar pó
Só porque pó é feito
De infinitos e defeitos
É só o que sinto ser eu,

Visto o que não existe
O tamanho do fato e o sapato,
São doutrem, exagerados
Os punhos e a alma se fosse real

Igual ao dó que tenho
De mim próprio, todo falso
Eu e ele até à raiz do cabelo,
E eu o defeito que janta comigo

Tenho medo de virar pó
Sendo dois o trigo e eu agora,
Confessou-me à tardinha,
Lembro-me tão bem, fosse ontem

Seara que o vento leva,
Do mesmo mal que me dói,
Amei tanto de tanta coisa,
Lancei flores como tanta gente,

Ao vento a ilusão também,
De ser perene eu aqui ou vagar
Pra ser estrela de manhã à noite,
Passei sem ser, não vou ficar

Visto que não existo,
Só o medo de virar pó
Eu, quem pensou ser pessoa-una
Da manhã, de tarde confundo-me

Com o disfarce que uso
Carnavalesco (um nada-ser)
O tudo-eu alheio, falso
Xerox-cópia.

Tenho medo de tornar pó,
Só porque pó é feito do que sinto,
Sobretudo raízes e signos, instinto ...




Jorge santos (02/2017)
http://namastibetpoems.blogspot.com


Jorge Santos, aliás Joel Matos,aliás namastibet

 
Autor
Jorge-Santos
 
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Enviado por Tópico
Chou
Publicado: 27/02/2017 09:42  Atualizado: 27/02/2017 09:42
Colaborador
Usuário desde: 01/02/2017
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Mensagens: 516
 Re: Medo de tornar pó
Eu tenho orgulho de ser pó do teu pó
Pela honra do defeituoso
A verdade do falso
Pois à maior montanha do mundo
De pó foi feita e é do pó que se move
A estrela mais antiga e poderosa da nossa
Galáxia fala a língua do pó
E da sua dança e movimento nos
Traz vida e. Luz.
Tenho orgulho de ser pó do teu pó
Pois é através das tuas partículas
Que vejo o belo
E sinto
Paz


De Chou para Jorge de todos Santos ∆°



Enviado por Tópico
Chou
Publicado: 27/02/2017 09:51  Atualizado: 27/02/2017 09:53
Colaborador
Usuário desde: 01/02/2017
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 Re: Medo de tornar pó
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Enviado por Tópico
Semente
Publicado: 27/02/2017 14:34  Atualizado: 27/02/2017 14:34
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Mensagens: 8696
 Re: Medo de tornar pó/ Para Jorge
Este poema fala da angústia de muita gente em um dia virar pó. E aqui, maravilhosamente o poeta também o diz, mas acrescenta que o pó é feito de infinitos...

Dá medo sim, Jorge, porque a maioria de nós , ignoramos o quanto somos infinitos também, e não poeira como querem nos fazer crer. Mas diria Baudelaire:"A alma lírica dá passadas vastas como sínteses...".

Mil parabéns , amei !

Bjos


Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 04/03/2017 09:36  Atualizado: 10/04/2018 16:38
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 Perdido

Peço a quem tenha algum comentário meu em forma de poesia (namastibet) ou Jorge Santos que me recorde ou o reenvie em forma de comentário tb.
Agradeço muito, pois os meus dois perfis foram apagados por possuírem fotos idênticas e ser "proibido" no site mais de um perfil, pois eu tenho um irmão gémeo que se dá pelo nome de Joel Matos como provo por toda a "net" em blogs e no Wordpress, somos inalienáveis ...(muito obrigado)



Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 05/03/2017 11:20  Atualizado: 05/03/2017 11:21
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 Jesus renovou até ...
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 24/06/2017 13:53  Atualizado: 24/06/2017 13:53
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 Re: Medo de ficar mudo
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 08/07/2017 09:45  Atualizado: 08/07/2017 10:26
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 Kaxias/Kashgar
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 10/10/2017 20:52  Atualizado: 15/10/2017 20:11
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 Re: Medo de inspirar dó











Ergo a mão de encontro
Ao tampo e a madeira rija
É mesmo, não doutra raiz
Que o meu pensar é feito

Sem princípio nem fim
Mas do mesmo transitório
Elemento que é a vida aqui
Apenas isso, ergo a mão

Pra fique a sensação fixa
Nos meus irreais dedos
Da caixa que me cobre
Pés e cabeça








Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 19/10/2018 17:17  Atualizado: 19/10/2018 17:17
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 Re: Medo de virar pó













tenho medo de virar pó


tenho medo de virar pó
Só porque pó é feito
De infinito e eu defeito
É só o que sinto ser

Visto o que não existe
O tamanho do fato e o sapato
são doutrem exagerados
os punhos e a alma se fosse real

Igual ao dó que tenho
de mim próprio todo falso
eu e ele até à raiz do cabelo
e eu o defeito que janta comigo

Tenho medo de virar pó
sendo dois o trigo e eu agora
confessou-me à tardinha
lembro-me tão bem, fosse ontem

Seara que o vento leva
do mesmo mal que me dói
Amei tanto de tanta coisa
lancei flores como tanta gente

ao vento a ilusão também
de ser perene eu aqui ou vagar
pra ser estrela de manhã à noite
Passei sem ser , não vou ficar

Visto que não existo,
só medo de virar pó
eu, quem pensou ser pessoa
de manhã de tarde confundo-me

com o disfarce que uso
Carnavalesco (um nada-ser)
o tudo-eu alheio, falso
Xerox cópia...