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Poemas : 

Fim de sessão !

 
Fim de sessão !
 








Torno sem palavras, dos turnos
Que as alvoradas fazendo vão, sulcos
Nos meus olhos vãos, embora
Não digam nada, as mãos me falam

Sem entusiasmo do tempo longe,
A vida que vivo, de tarde substitui
A que vã tive, ind'agora manhã cedo,
Daqui a pouco, acabo as palavras,

Então não sei mais ser,trono não tenho,
Ceptro ou manto de monarca do Tempo,
Sulcos nos meus olhos se vêm,
Só eu vejo o coração, casa fria, triste

Sem palavras em torno, torno
Sem palavras, fim de sessão ...







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Joel Matos (04/2017)

















Joel Matos , aliás namastibet

 
Autor
Joel-Matos
 
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 03/05/2017 10:28  Atualizado: 11/04/2018 09:00
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 Autographya - Actografia
AutoGraphya
Actografia

Creio no universo como um homem vulgar,
Não tenho filosofia que me defina,
Nem lugar em que gostasse de falecer,
Não consinto a vida, assimilo-a como a morfina,

Recolho-a nos campos e onde me deixam colher.
Acervo, incorporo tal-qual cobra, a peçonha,
Hasteio-a na haste mais fina que houver,
Enquanto flor do estio, fonte do sol, neblina,

Embora possua um instinto próprio de mulher
É o corpo e não a frágil alma destas que me fascina,
Autista no que exijo e existo sem o que conheço eu, entender,
Como se tudo fosse uma farsa da negação minha,

Disposta a tudo e ao que deus quiser, se isso doer,
O sol-pôr é um analgésico, uma agonia Celestina,
Com ele me uno a disciplina de desaprender,
E as inocentes crenças do virar das'quina,

Verdades transitórias e de aluguer...
Porque, como disse, não faço uso da inteligência divina,
(limito-me à opinião por estabelecer)
Tenho a demência, como estranha e inexplicativa vizinha,

Profundamente hipócrita na sua naturalidade e ilusão de freelancer.
Estou cansado de ser forçado a querer,
Mas não creio no universo que me dizem existir,
Já que a máquina de mentir fui eu que a criei.

Serei realmente gente?

Joel Matos (02/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com

Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 15/05/2017 17:15  Atualizado: 11/04/2018 10:56
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 "Arte não acontece, contém-se ou tem-se ou não se tem"
Hostil o tempo...


"hostil o tempo,insistente vento,soprando louco,na pressa do mundo.preto o túmulo,e os coros do lamentoo homem de luto,hostil o tempo"
E sinto que não aconteço realmente
Como as fendas do corpo cujo e
Suspeito trago
Tatuado com ditos de tantos e todos,

"Arte não acontece, contém-se- ou tem-se ou não se tem"

Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 07/06/2017 17:53  Atualizado: 07/06/2017 17:53
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 Fim da sessão de cinema, " Sweeney Todd "
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 05/08/2017 10:15  Atualizado: 05/08/2017 10:15
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 Re: Fim de sessão ....
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 07/08/2017 12:23  Atualizado: 07/08/2017 12:23
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 Re: Fim de sessão ....
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 09/08/2017 10:46  Atualizado: 11/04/2018 10:57
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 Samarkand

BERNARDO SOARES
Autobiografia sem factos


Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido — sem saber porquê. E então, porque o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente, e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a Humanidade para sucedâneo de Deus. Pertenço, porém, àquela espécie de homens que estão sempre na margem daquilo a que pertencem, nem veem só a multidão de que são, senão também os grandes espaços que há ao lado. Por isso nem abandonei Deus tão amplamente como eles, nem aceitei nunca a Humanidade. Considerei que Deus, sendo improvável, poderia ser, podendo pois dever ser adorado; mas que a Humanidade, sendo uma mera ideia biológica, e não significando mais que a espécie animal humana, não era mais digna de adoração do que qualquer outra espécie animal. Este culto da Humanidade, com seus ritos de Liberdade e Igualdade, pareceu-me sempre uma revivescência dos cultos antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses tinham cabeças de animais.

Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que me deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também.
Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde ela me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto, deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e as vozes chegam cômodas até mim. Sento-me à porta e embebo meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem, e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto espero.

No próprio registro de um tecido que não sei o que seja se me abrem as portas do Indo e de Samarcanda, e a poesia da Pérsia, que não é de um lugar nem de outro, faz das suas quadras, desrimadas no terceiro verso, um apoio longínquo para o meu desassossego. Mas não me engano, escrevo, somo, e a escrita segue, feita normalmente por um empregado deste escritório.

Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 12/08/2017 14:16  Atualizado: 12/08/2017 14:16
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 Re: Fim de sessão ....
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 12/08/2017 18:13  Atualizado: 12/08/2017 18:14
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 Re: Fim de sessão ....
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Enviado por Tópico
Namas-tibet
Publicado: 14/03/2019 17:27  Atualizado: 14/03/2019 18:28
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 Re: Fim de sessão !
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Crime de ódio é bem pior que crime de delinquente perigoso

Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 18/07/2019 17:26  Atualizado: 19/07/2019 12:24
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