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Poemas : 

Escrevo ao fim do dia

 
Escrevo ao fim do dia
 


Escrevo ao fim do dia


Escrever-te-ei no final dum dia outro,
Porque nem tem de ser agora mesmo
E a poesia é magnífica ao lusco-

-Fusco na falsa tristeza que fecha uma data-
-santa, morto ainda que este nem sinta
E parecer outro eu não preciso, nem triste

Sou, mais poeta sou eu de manhã
E cedo na hora que acordo
Ou por via dos sonhos dormidos do princípio

Ao fim, longos quanto meus
Costados na cama colados e na fronha
Pra que não se despeguem até

Ao outro sonho, noutro sono,
Outro dia, dia outro, noutro dia
Irei escrever um longo bilhete

Acerca do sol-pôr, não porque seja
Meu desejo, mas é um favor que faço,
Falso quanto triste, se à tarde me dou eu,

Escrever-te-ei no final do dia, morto
Eu prometo, prometo eu outro ...




Joel Matos (03/2017)
http://joel-matos.blogspot.com


 
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Joel-Matos
 
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Enviado por Tópico
martisns
Publicado: 28/03/2017 11:59  Atualizado: 28/03/2017 21:59
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 Re: Escrevo ao fim do dia
Palavras que se manifesta em cores, em bala sabedoria, lindo poema



Enviado por Tópico
Semente
Publicado: 28/03/2017 16:19  Atualizado: 28/03/2017 16:19
Colaborador
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 Re: Escrevo ao fim do dia/ PARA JOEL MATOS
Parabéns poeta, admiro essa sua habilidade para lidar com as palavras.
Há uma sensibilidade nas palavras que oferece multiplas possibilidades para o leitor viajar, e sonhar , através dos caminhos que os teus versos oferecem.

Beijinhos de fã !


Enviado por Tópico
Semente
Publicado: 28/03/2017 16:19  Atualizado: 28/03/2017 16:19
Colaborador
Usuário desde: 29/08/2009
Localidade: Ribeirão Preto SP Brasil
Mensagens: 8696
 Re: Escrevo ao fim do dia/ PARA JOEL MATOS
Parabéns poeta, admiro essa sua habilidade para lidar com as palavras.
Há uma sensibilidade nas palavras que oferece multiplas possibilidades para o leitor viajar, e sonhar , através dos caminhos que os teus versos oferecem.

Beijinhos de fã !



Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 30/05/2017 17:08  Atualizado: 22/05/2018 19:33
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Online!
 Meto os chinelos na beira da cama,




Meto os chinelos na beira da cama,
À cabeceira, o que acreditava, aos pés
A moldura do Cristo com a chama
No coração fixo e a silhueta

Que me espera na sombra do hall ,
De noite, enorme, maior do que eu
Pensava ela ser, ou pudesse ter
A sombra do vão, - do nada me chama,

Meto os chinelos na ponta da cama,
No lado oposto de tudo que lembrará
Ao mundo a minha estranha estória,
De tudo que não compreendi, nem disse

Por dizer, tudo o que leve a sombra,
A mão que deve-me levar da vida
Pra fora, da cabeceira para o vão
Alçapão, incerto vaso onde não tive,

Nem creio, entre o céu, o mundo
E o agora, meu limite tem cerca,
Meto os chinelos na lomba da cama,
Pois no hall o universo espera, pára,

Concebê-lo, eu consigo, mas entre
Mim e ele há um limite e tudo isto
Que é, existe entre ele e mim,
Sem ter de ser assim maior, o medo

Do que ele é na raiz da minha pele,
E no cabelo.


Joel Matos (01/2015)

http://joel-matos.blogspot.com

Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 12/06/2017 18:38  Atualizado: 12/06/2017 18:39
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 Artist Shit 1961
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