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SONETO CAIPIRA

 
Tags:  amor    poesia    poemas    luciano    sonetos    Spagnol    cerrado    araguarino    pauta  
 
Fogão de lenha na poesia a poetar
Panela a chiar, vastidão pela janela
Cheiro da noite no negror sem tramela
Desprendendo olor na roça aformosear

O entardecer se tingindo de canela
No céu estrelas soturnas a navegar
Em uma sensação de paz, de amar
Amassando jeito mateiro na gamela

É só silêncio, cigarro de palha a pitar
Saudade esfumaçada na luz de vela
Arando sensos num canoro devanear

Depois, uma pitada de solidão donzela
Acalentando as lembranças a revigorar
Ah, gostoso a vida caipira na sua tutela

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano


"Sou alma do cerrado, pé no chão, do Triângulo, do chapadão... Pão de queijo com café, fogão de lenha,das vilas ricas, arraiais, sou filho de Araguari, das Gerais".
Luciano Spagnol




 
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LucianoSpagnol
 
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Enviado por Tópico
MarciaDutra
Publicado: 21/03/2017 02:27  Atualizado: 21/03/2017 02:27
Muito Participativo
Usuário desde: 09/03/2017
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 Re: SONETO CAIPIRA
Luciano,
Apreciei essa leitura... me transportei por meio de suas palavras para todo esse universo da vida caipira. Parabéns!!!