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PRÓPRIO INFORTÚNIO

 
Tags:  desilusão  
 
PRÓPRIO INFORTÚNIO
 
 
Sou talvez o meu próprio infortúnio
Que me assombra como um desastre
O meu descalabro que me acompanha
Nesta vida maldita que me queima
E desgasta na desventura perdida da mente
Estranha mete-se na pele, queima-me a carne
Que em mim se alastra cadastra-me o sangue
Sou o quem tudo perde ou quem tudo ganha
Um logro esquecido que por engano anda
Neste mundo podre que tanto odeio ou amo
Mal que me toma a mente, o corpo e a alma
Um espectro sepultado no meu próprio pensamento
Inferno que me consome a dor na vereda do desgosto
Sombra da minha mente no infortúnio do meu ser
Corpo perdido esquecido feito em carne podre
Punhal que me dilacera a minha alma já dilacerada
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╭✿ ♥
Não me considero poeta
Descobri escrevendo por acaso

✿ ♥
 
Autor
IsabelRFonseca
 
Texto
Data
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303
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Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
51 pontos
7
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4
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Enviado por Tópico
martisns
Publicado: 10/04/2017 12:01  Atualizado: 10/04/2017 12:01
Colaborador
Usuário desde: 13/07/2010
Localidade:
Mensagens: 28844
 Re: PENSAMENTO
Giram-se os sentidos que gritam das sombras plendula alacionadas pelos ventos de uma triste solidão


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 10/04/2017 13:41  Atualizado: 10/04/2017 13:41
 Re: PENSAMENTO
Mundo confuso querida! Ama-se ou se odeia.
Gostei do texto. Beijinho


Enviado por Tópico
AntónioFonseca
Publicado: 12/04/2017 22:22  Atualizado: 10/05/2018 19:16
Da casa!
Usuário desde: 31/05/2013
Localidade: Portugal
Mensagens: 438
 Re: PENSAMENTO
Mundo complexo, feito de equiíibrios e desiquilibrios, neste mundo que por vezes parece ser surreal, onde parecemos ser livres e outras vezes estarmos dentro de uma gaiola.
VIDA QUE AMAMOS, VIDA QUE ODIAMOS.


Enviado por Tópico
Juanito
Publicado: 10/05/2018 19:37  Atualizado: 10/05/2018 19:37
Colaborador
Usuário desde: 26/12/2016
Localidade: España
Mensagens: 2504
 Re: PRÓPRIO INFORTÚNIO
Não é poema muito otimista, mesmo assim a sua qualidade poéticas é indiscutível, estimada Isabel!

Meus parabéns e um abraço!


Cuánto sangra el alma,
en la noche calma,
por el bien perdido.
Vive el corazón,
ya sin ilusión,
todo estremecido.