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Gume da adaga que crava em mim
Nas memórias perdidas da carne
Que me fere o corpo já ferido
Queimando na fornalha do meu

Silêncio incerto que mantenho
Deste meu eloquente tormento
Quietude na alma já em virtude
Gravo em mim dor em memórias

Fornalha do olvido fatal da vida
Álgido de um punhal já ferido
Que transporto comigo no corpo
Ferido sem nenhum queixume

Morro, morro de novo sem orgulho
Destas dores que assolam a minha
Alma deste pecado que assumo
Quando a lamina da adaga mergulha

Neste meu corpo podre de tanta dor
Que sobre os meus ombros carrego
Uma cruz ou um prego enferrujado
Uma chaga de um simples desespero.



Nasci em Angola - Luanda em 1966.
Sou Portuguesa- Lisboa.
Casada e feliz-1985
Tenho 8 filhos que são o sol da minha vida.
Não me considero poetisa
descobri escrevendo por acaso


Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
Autor
IsabelRFonseca
 
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Enviado por Tópico
martisns
Publicado: 06/05/2017 02:41  Atualizado: 06/05/2017 02:41
Colaborador
Usuário desde: 13/07/2010
Localidade:
Mensagens: 26479
 Re: CHAGA
Nossos corpos são os primeiros a sentir as dores onde os sentidos grita a dor


Enviado por Tópico
AntónioFonseca
Publicado: 07/05/2017 23:24  Atualizado: 07/05/2017 23:24
Super Participativo
Usuário desde: 31/05/2013
Localidade: Portugal
Mensagens: 116
 Re: CHAGA
Chaga que tráz a dor, o sofrimento e a aflição e o corpo é que paga.
Onde por vezes a sociedade é uma chaga nua e crua.