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Poemas : 

É a poesia parte ...

 
É a poesia parte ...
 




É, de inegável maneira arte, a poesia,
Só por isso existo e esta alma que pensa,
Inconsciente que está sonhando, suave
O sonho, claro qu'é "vida-sentido-único",
Só porqu'isso existe e são meus braços e

Cansaços, sonho sem sentir aquele sonhar
Perfeito que se pode afirmar ser maior arte
Ou apenas consumo de mercearia, detergente,
Mercadoria "a-metro", falo p'los cotovelos,
Ensinei-os a mentir com sentimento qb.

No entanto não canso de prometer a mim
Mesmo um fio de cabelo com o pensar d'prata
Numa ponta, assim oval quanto o imenso
Universo, que é a esperança de ser tud'isso,
Só pra isso existo tod'eu, suposto Rei-Sol,

Deposto quando a serenidade da manhã
Acaba e se torna relento de fim-de-tarde,
Que sentido esta'arte de ser o tempo todo
Eu e não ser minha a fé, que a outros sabe
Tanto a sucesso e o meu falar implora

Essa inigualável maneira e forma d'arte.



Joel Matos (07/2017)
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Joel Matos , aliás namastibet

 
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Joel-Matos
 
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 06/07/2017 10:28  Atualizado: 06/07/2017 10:28
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 Poetry Connections (by Art)
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 11/07/2017 16:54  Atualizado: 11/07/2017 17:02
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 To be, or not to be, that is the question
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To be, or not to be, that is the question:
Whether 'tis nobler in the mind to suffer
The slings and arrows of outrageous fortune,
Or to take Arms against a Sea of troubles,
And by opposing end them: to die, to sleep
No more; and by a sleep, to say we end
the heart-ache, and the thousand natural shocks
that Flesh is heir to? 'Tis a consummation
devoutly to be wished. To die, to sleep,

Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 24/07/2017 16:21  Atualizado: 24/07/2017 16:21
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 Porque não uso maíusculas.

porque me parece feio.

porque é menos um elemento gráfico atulhando minhas palavras.

porque Acho que Não fica estético na frase Aquelas letras de rePente mais altAs que As outras.

porque a pontuação já é suficiente para marcar que a frase anterior acabou e me parece redundante um outro elemento adicional para marcar o início da frase seguinte.

porque o contexto já sempre indica o que é nome próprio e o que não é.

porque o trabalho de ficar colocando isso e aquilo em maiúsculas, e de aprender o que vai em maiúsculas e o que não, não me parece que compensa o valor adicionado reduzido que esse elemento traz ao texto.

porque o uso convencionado desse elemento já se perdeu mesmo e as Pessoas hoje colocam em maiúsculas o que lhes dá na Telha, de forma aleatória, só para dar Ênfase.

na verdade, a única coisa que as maiúsculas comunicam hoje são as prioridades de quem escreve: em texto de economista, Economia sempre vai em maiúscula; de fotógrafo, Fotografia, e assim por diante.

mas o motivo principal é que me parece que maiúsculas não adicionam nada.

escrevo na ortografia convencionada, uso vírgula e ponto e vírgula, etc etc, porque tudo isso ajuda na compreensão da frase e na transmissão da mensagem.

uso carinhas felizes [:)] porque elas adicionam conteúdo importante e, um dia, sei que vão virar um elemento tão “canônico” quanto ponto de exclamação.

mas não vejo valor adicionado ou vantagem alguma em encher meus textos de maiúsculas.

Alex Castro

Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 05/08/2017 09:20  Atualizado: 05/08/2017 09:20
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 É a poesia parte...
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 14/08/2017 17:05  Atualizado: 14/08/2017 17:05
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 Re: É a poesia parte ...
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 18/08/2017 15:55  Atualizado: 18/08/2017 16:15
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 La cobardía moral - la Fura dels Baus
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 11/09/2017 10:11  Atualizado: 11/09/2017 10:12
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 Poesia aparte disto ...
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 11/09/2017 19:52  Atualizado: 11/09/2017 19:53
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 É poesia parte sã ou a paisagem escura...
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 20/09/2017 22:03  Atualizado: 20/09/2017 22:07
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 Re: É poesia arte ? ...("Língua Portuguesa" de Olavo Bilac)




O que é Flor do Lázio:

Flor do Lácio é uma expressão usada para designar a Língua Portuguesa.

No soneto “Língua Portuguesa”, o poeta brasileiro Olavo Bilac (1865-1918) escreve no primeiro verso “Última flor do Lácio, inculta e bela”, se referindo ao idioma Português como a última língua derivada do Latim Vulgar falado no Lácio, uma região italiana.

As línguas latinas (também chamadas de românicas ou neolatinas) são aquelas que derivaram do Latim, sendo as mais faladas: Francês, Espanhol, Italiano e Português.

O termo "inculta" usado pelo poeta, se refere ao Latim Vulgar falado por soldados, camponeses e camadas populares. Era diferente do Latim Clássico, empregado pelas classes superiores. Para Olavo Bilac, a Língua Portuguesa continuava a ser "bela", mesmo sendo originada de uma linguagem popular.






"Língua Portuguesa" de Olavo Bilac


Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!











Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 04/10/2017 23:58  Atualizado: 05/10/2017 00:04
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 Re: É a poesia aparte ...Al Berto, o filme

Al Berto, o filme




não voltarei a pintar. o céu estava sulcado de rostos, túmulos, máscaras de água, inscrições premonitórias. chegara o momento de começar a escrever.

Os textos que nunca publiquei guardei-os rasgados numa gaveta. estão bem protegidos do pó, dos cheiros, dos ruídos e dos pequenos abutres de inéditos. hei-de oferecê-los ao fogo.

Só posso ser um espião, um depredador de noites e solidões alheias. sou aquele que se transmuda em milhares de máscaras e não é ninguém. de dez em dez minutos sou bailarino de luas diurnas.


sem direcção, como hão-de caminhar os habitantes dos meus futuros livros. eu desejava conhecer as sórdidas caves onde jogam às cartas putas bichas e marinheiros. a morte espreitando sem se cansar no canto escuro de cada carta.


sento-me no cimo de meu próprio lixo e sorrio. espero que cheguem outros dias com algum sonho, ou destino, mais feliz.


aqui está a imobilidade aquática do meu país, o oceânico abismo com cheiro a cidades por sonhar. invade-me a vontade de permanecer aqui, para sempre, à janela, ou partir com as marés e jamais voltar...*




TRUQUE TÓXICO


Volto ao quarto de pensão, fumo até ao vómito
isto é : drogo-me.....
....abro a caixa de papelão, aparentemente cheia de sonhos
escolho um, fumo mais erva, nenhum sonho me serve,
abro a caixa dos pesadelos.....
o silencio ocupa-me e da caixa libertam-se corpos
cores violentas, olhares cúbicos, pássaros filiformes
cadeiras agressivas
limo as arestas fibrosas dos objectos
arrumo-os pelo quarto, de preferencia nos cantos
dou-lhes novos nomes, novas funções, suspiro extenuado
embora a sonolenta tarefa não tenha sido demorada
....outra caixa, azulada, abro-a
entro nela e fecho-a, o escuro solidifica-se na boca
tenho medo durante a noite
alguém se lembrou de atirar fora a caixa......
....luzes, umbigos obscurecidos pelas etiquetas
dos pequenos produtos de consumo, tóxicos
FRAGIL - MANTER ESTE LADO PARA CIMA
NÃO INCLINAR
TIME TO BUY ANOTHER PACKET
O quarto está completamente mobilado de corpos
explodem caixas, o sangue alastra
estampa-se nas paredes sujas de calendários e cromos
de pin-ups obscenas
....fendas de bolor no espelho
o reflexo do corpo arde como uma decalcomania
TIME TO BUY ANOTHER PACKET
todos dormem dentro de caixas, uma serpente flutua
falamos baixinho
não se ouvem mais barulhos de cidade
o sono e o cansaço subiram-me á boca
....movemo-nos lentamente para fora de nossos corpos
e devastamos, devastamos.....





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