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Poemas : 

Pára de perguntar como me sinto ...

 
Pára de perguntar como me sinto ...
 






Pára de perguntar como me sinto,
Me sinto tal qual outro dia, mal e dividido,
Igual ou totalmente parecido a ontem,
Minto simplesmente não totalmente,

Ponho de parte tudo que é ruim e não,
Tudo o que dói e destrói, sinto o quanto
Basta pra viver sem aqui estar demasiado,
Entre o coto e a mão, esse é o meu estado,

Pára de perguntar como me sinto, preso
Sinto-me como o meu pior inimigo, Deus
Da desesperança, capataz dos exilados excluídos
Dos que não vêm o mar nem o têm no ouvido,

Eu não o sinto embora ele viva em mim, duvido
Dos búzios sim, da maresia, do divino sol,
Pára de perguntar como me sinto, mal,
Preso na amargura de algum Rei, morto Rei.











Jorge Santos (10/2017)
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Jorge Santos (Namastibet)

 
Autor
Jorge-Santos
 
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 19/10/2017 16:37  Atualizado: 19/10/2017 16:37
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Mensagens: 876
 Re: Pára de perguntar como me sinto ...
Andrew Salgado


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Enviado por Tópico
A.C.O.R
Publicado: 19/10/2017 16:54  Atualizado: 19/10/2017 16:54
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Localidade: Lisboa
Mensagens: 646
 Re: Pára de perguntar como me sinto ...
Gosto sempre do que escreve, gostei muito!

by:.acor


Enviado por Tópico
RaipoetaLonato2010
Publicado: 20/10/2017 16:11  Atualizado: 20/10/2017 16:19
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Usuário desde: 13/03/2010
Localidade: Paulínia-SP
Mensagens: 2476
 Re: Pára de perguntar como me sinto ...
Grita o poema:

Não sou totalmente sombra, nem luz.
Ás vezes sou água, pedra, flor e fruto.
- Queres saber do tempo?
- Abra os olhos! Ouça-me!
Adormeça no silêncio da chuva.


Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 11/11/2017 20:03  Atualizado: 11/11/2017 20:04
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 Vladimir Mayakovsky
Vladimir Mayakovsky

1916








Six.
Ponderous. The chimes of a clock.
“Render unto Caesar ... render unto God...”
But where’s
someone like me to dock?
Where’11 I find a lair?

Were I
like the ocean of oceans little,
on the tiptoes of waves I’d rise,
I’d strain, a tide, to caress the moon.
Where to find someone to love
of my size,
the sky too small for her to fit in?

Were I poor
as a multimillionaire,
it’d still be tough.
What’s money for the soul? –
thief insatiable.
The gold
of all the Californias isn’t enough
for my desires’ riotous horde.

I wish I were tongue-tied,
like Dante or Petrarch,
able to fire a woman’s heart,
reduce it to ashes with verse-filled pages!
My words
and my love
form a triumphal arch:
through it, in all their splendour,
leaving no trace, will pass
the inamoratas of all the ages!

Were I
as quiet as thunder,
how I’d wail and whine!
One groan of mine
would start the world’s crumbling cloister shivering.
And if
I’d end up by roaring
with all of its power of lungs and more –
the comets, distressed, would wring their hands
and from the sky’s roof
leap in a fever.

If I were dim as the sun,
night I’d drill
with the rays of my eyes,
and also
all by my lonesome,
radiant self
build up the earth’s shriveled bosom.

On I’ll pass,
dragging my huge love behind me.
On what
feverish night, deliria-ridden,
by what Goliaths was I begot –
I, so big
and by no one needed?
























Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 06/12/2017 18:26  Atualizado: 06/12/2017 18:26
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Localidade: Setúbal, Azeitão Portugal
Mensagens: 810
 "Carpe Diem"
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 07/12/2017 16:16  Atualizado: 07/12/2017 16:16
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Mensagens: 810
 Re: Pára de perguntar como me sinto ...
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Enviado por Tópico
Gyl
Publicado: 07/12/2017 21:02  Atualizado: 07/12/2017 21:25
Membro de honra
Usuário desde: 08/08/2009
Localidade: Brasil
Mensagens: 12692
 Re: Pára de perguntar como me sinto ...
Muito bom texto.
Observei e absorvi.
E como um pretexto
Daquilo que hoje li
Queria um presente
Diga-me?
Como se sente?
Com te sente?
Está bem ou mal?
Se sente homem
Ou animal?
Meneando o meandro
De um rio já torto?
Diga, Joel, Rei morto,
Como te sente, malandro?
Quem te sente?
Sente a dor do dente
Que mordisca a virilha?
Sancho sem uma ilha?
Se sente adiante?
Dom Quixote
Sem Rocinante?
Mau, mau, Joel!
Por que anda a esmo
Assim tão cruel
A procurar por si mesmo?