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Sonetos : 

sob o peso do mundo, muitos_par-tem

 
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Umav



sob o peso do mundo, muitos_par-tem.
peregrino em si mesmo, mesma estrada
partilhando co'alguém com quem mais nada
tem ou teve em comum, um ser à parte

apatia domina, o dia abate
não há rota a tomar que não a errada
pois discutem entre si e pernas cansadas
num arroubo final, assinam arte

por mil rotas e vias, par ou ímpar
tiram sorte e quem ganha, o outro perde
uma parte se vai, logo se vinga

toda rota no mundo roda verde
par de pés que se vai, de bar em bar
mata sede de si e a mar se rende



03/06/2017
 
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Umav
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Enviado por Tópico
erro
Publicado: 15/06/2017 22:13  Atualizado: 15/06/2017 22:13
Colaborador
Usuário desde: 04/03/2016
Localidade:
Mensagens: 766
 Re: sob o peso do mundo, muitos_par-tem
e outros não

Enviado por Tópico
Nanda
Publicado: 18/06/2017 08:37  Atualizado: 18/06/2017 08:37
Colaborador
Usuário desde: 14/08/2007
Localidade: Setúbal
Mensagens: 11093
 Re: sob o peso do mundo, muitos_par-tem
Umav
Um belo soneto.

Bj
Nanda

Enviado por Tópico
Gyl
Publicado: 19/06/2017 22:57  Atualizado: 19/06/2017 22:57
Membro de honra
Usuário desde: 08/08/2009
Localidade: Brasil
Mensagens: 11625
 Re: sob o peso do mundo, muitos_par-tem
Muito bom. Mas na primeira estrofe o primeiro verso não rima com o quarto. Na segunda estrofe o segundo verso e o terceiro também não rimam perfeitamente por um s a mais. Nos tercetos vi também que nada rima com a palavra "vinga". Não sei se pode, apenas estranhei. Até!



Enviado por Tópico
Gyl
Publicado: 19/06/2017 23:55  Atualizado: 19/06/2017 23:55
Membro de honra
Usuário desde: 08/08/2009
Localidade: Brasil
Mensagens: 11625
 Re: sob o peso do mundo, muitos_par-tem
Veja esta forma, que interessante:

Vida que não acaba de acabar-se,
chegando já de vós a despedir-se,
ou deixa por sentida de sentir-se,
ou pode de imortal acreditar-se.

Vida que já não chega a terminar-se,
pois chega já de vós a dividir-se,
ou procura vivendo consumir-se,
ou pretende matando eternizar-se.

O certo é, Senhor, que não fenece,
antes no que padece se reporta,
por que não se limite o que padece.

Mas, viver entre lágrimas, que importa?
Se vida que entre ausências permanece
é só vida ao pesar, ao gosto morta?

Violante do Céu ( 1602-1693)

Bacana, não?