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Poemas : 

Sublime, suprema arte ...

 
Sublime, suprema arte ...
 

Sublime, suprema arte ...





A vida é uma curta aberta
Entre tempestades, é a bonança,
No entanto cabem nela,
Todos os comuns sonhos,

E outros menos normais
De ermitas e simples gente,
Pra quem a vida é arte
Sublime, suprema, não tão

Pequena quanto a nossa,
Se é que ela existe como
Conta-corrente eu nado-morto,
Miragem no deserto,

A vida é uma curta aberta,
E eu acabo por ignorar,
As estrelas que do céu
Me vêm pouco e sem tempo

Entre as tempestade, a bonança
Entre morte e renascimento,
Quem me dera ser monge
Ou camponês, pra ter estrelas

A apontar do céu pra mim,
Mesmo na noite mais escura
Que o breu e fazer da morte,
Instante menor que vida ultra,

Sublime, suprema arte,
A vida é uma vala-comum aberta,
Por onde passam destinos
Soberbos e sobejos humanos,

Despojos desiguais, uns mais
Intensos mais nobres que de Roma,
Os centuriões guerreiros das guerras
Púnicas, outros que a gente perde

Pra morte...






Joel Matos (01/2018)
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Joel-Matos
 
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 13/01/2018 22:03  Atualizado: 13/01/2018 22:03
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 Re: Sublime, suprema arte ...
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Enviado por Tópico
nereida
Publicado: 14/01/2018 11:44  Atualizado: 14/01/2018 11:44
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 Re: Sublime, suprema arte ...
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 02/02/2018 10:18  Atualizado: 02/02/2018 10:18
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 Nós , Os Deuses




Nós , Os Deuses

Mais vale a calma e a paz de uma noite mística de escrita e reconciliação à lareira que toda esta metafísica dos mistérios a que nós, os deuses e os anjos, estamos condenados por substância.
Quando, às vezes, me debruço sobre o mundo, vejo ao longe, indo do porto ou voltando a ele, as velas dos barcos dos pescadores, e o meu coração tem saudades imaginárias da terra onde nunca esteve.

Algures, longe, muito longe, encontra-se uma ilha a que os seus habitantes chamam Éden,empoleirada sobre um alto planalto, a Escola dos Deuses, e os seus professores: os doze deuses da mitologia grega, encarregados de ensinar a arte de governar as multidões de humanos, dando-lhes o desejo de sobreviver, construir cidades, fazer guerra, inventar religiões ou elevar o nível de consciência.
Cento e quarenta e quatro aprendizes-de-Deus que vão ter de enfrentar-se através dos seus povos, dos seus profetas, cada qual com o seu estilo de divindade. Mas a vida no Éden não é o paraíso. Um aluno tenta matar os seus congéneres, outro ficou loucamente apaixonado pela mais sedutora das professoras, Afrodite, a deusa do amor, e todos se questionam sobre que luz será aquela, lá no alto da montanha, que parece expiá-los...
No início, quando chegaram à cidade de Olímpia e foram aprovados na categoria de anjos da guarda, os alunos-deuses eram 144. Agora, esse número está reduzido quase pela metade. Ao longo do jogo em que precisam fazer evoluir seus próprios humanos defeitos, alguns fracassaram redondamente ...


O Império dos Anjos, Bernard Werber

Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 03/02/2018 15:37  Atualizado: 03/02/2018 15:37
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 Dadismo (Bodies, The Disorder Of Things)
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 08/02/2018 10:08  Atualizado: 08/02/2018 10:08
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 Gosto não se aplica à poesia, A crítica do mau gosto sim.
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Enviado por Tópico
nereida
Publicado: 08/02/2018 15:41  Atualizado: 08/02/2018 15:41
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 Re: Sublime, suprema arte ...
Artes e Artes....? Gostei do texto, O artístico duvidoso. Abraço

Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 07/04/2018 10:16  Atualizado: 07/04/2018 12:08
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 A anedota do infame ...
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Sou um homem mau.

Sou um homem mau,
Uma criatura vil, doente
E a malvadez não se trata,
Desmente-se (no dizer de Dostoiévski)

Tenho uma raiva espetada,
Bem no fundo de minh’alma,
Em força bruta e ruim culpa,
Que não apagarei do carácter.

A razão, também ela me culpa,
Corta-me tal vidro liso, com a raiva
Dos diamantes rijos,
Mas não me trata…não me trata

Nos poros goros da minha alma
Sem regra, se esta nega a lapidação e é negra,
Como o diamante que a corta,
(Tanto melhor se o mal piora)

Corta fundo e rude,
A minha garganta secreta, seca, cortada à faca,
Segregada a raiva que venho colando à face
Que envolve minha inteligência infecunda.

Não é razão suficiente ou profunda,
Nem ela tem a culpa toda,
Pra minha garganta, pouco culta, sangrar
Da raiva q’esta alma mea-culpa segrega.

A culpa rasgada é do meu esforço,
Que não brota diamante melhor,
E a razão bruta, é ter a
Raiva pegada ao nó do arcaico cinto

E no circulo desta boca…
-Sou um homem mau-




Jorge Manuel Santos (10/2014)

http://joel-matos.blogspot.com


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Reis, Princesas e Infames ...