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Poemas : 

Tod'a poesia acaba em silêncio...

 
Tod'a poesia acaba em silêncio...
 





Toda a poesia acaba em silêncio,
Porque nasci ou como morro ignoro,
Não consigo definir começo ou fim,
Ind'a assim deixo descrito o lento voo

De uma ave de pena e louça que
Dentro trago, ainda que seja desculpa
Pra não levantar voo como quereria,
Assim também a mim ele me mente

Tal como um objecto abandonado
Sem vontade dentro, assim me sinto,
Preso aos sapatos e ao ponderável
Peso terreno, onde moro desde que

Me conheço, capaz de escutar o silêncio
De um baloiço, ver magia onde tem feitiço
De galinha morta, ouriço no meio da rua
Me lembra afago, suave tudo quanto oiço

E o silêncio num búzio lembra-me mar,
Não sei que ideia esta de mansidão,
Pedaço de espelho quebrado que mente
Cortado p'la metade, terça-parte é céu,

Tod'a poesia acaba em silêncio, o meu
Começa onde esta se cala, pois me continuo
No que não tenho, luar ou uma estrela
Tão vaga quanto o meu passar passou,

Suave quanto o que me ouço, nada
Que seja meu, imito apenas do silêncio o som,
Pois o céu é na Terra e o quem sou
Não interessa, pena, louça e culpa ...



Joel Matos (03/2018)
http://joel-matos.blogspot.com




 
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Joel-Matos
 
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 15/03/2018 18:44  Atualizado: 16/03/2018 11:41
Subscritor
Usuário desde: 24/02/2017
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Mensagens: 1865
 Ah, nem Imperador nem Rei ...
bom é ler prazer é ser livre e o tempo essa coisa com que ligamos o real ao sonho quando lemos apenas por prazer













Ah, nem Imperador nem Rei,

Nem doutor licenciado,
Não sei se morrerei
E serei incinerado,
Rindo da vida que não entendo.

Ah, nem Imperador nem Rei,
Nem Führer de grei,
Não fora eu nascer na valeta,
E seria pronunciado com respeito,
Quer fosse inusitado ou cáustico.

Ah, nem Imperador nem Rei,
Nem professo pretérito,
(Sem duvidar do que sei)
Néscio e Caquéctico,
Assim definho no meu retrato.

Ah, nem Imperador nem Rei,
Nem sucesso d’empresário,
Se confesso o que fanei,
Serei preso por tempo incerto,
Na masmorra do estado.

Ah, nem Imperador nem Rei,
Nem famigerado bandido,
Se todos os que inquieto,
Me dão tareia de volta,
E até d’amigos sou lapidado.

Ah, nem Imperador nem Rei,
Do sonho qu’acordado sonhei,
Por d’outros já sonhado, outro, …sonho meu
E nem sei se como real o defino,
E à ilusão de príncipe plebeu….eu

Jorge M.M.Santos (12/2010)
http://joel-matos.blogspot.com









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O Príncipe (em italiano, Il Principe) é um livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente, em 1532. Trata-se de uma das teorias políticas mais elaboradas pelo pensamento humano e que tem grande influência em descrever o Estado desde a sua publicação até os dias de hoje, mesmo os sistemas de governo já serem variados. No mesmo estilo do Institutio Principis Christiani de Erasmo de Roterdã, o intuito de O Príncipe é descrever as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos, e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado, ou seja, um guia para como se chegar e manter-se no poder.

Maquiavel deixa de lado o tema de A República que será mais bem discutido nos Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio. Em vista da situação política italiana no período renascentista, existem teorias [carece de fontes] de que o escritor, tido como republicano, tenha apontado o principado como solução intermediária para unificar a Itália, após o que seria possível a forma republicana.

O tratado político possui 26 capítulos, além de uma dedicatória a Lourenço II de Médici (1492–1519), Duque de Urbino. Mediante conselhos, sugestões e ponderações realizadas a partir de acontecimentos anteriores na esfera política das principais localidades de então, o livro pretendia ser uma forma de ganhar confiança do duque, que lhe concederia algum cargo[2]. No entanto, Maquiavel não alcançou suas ambições.

É este livro que sugere a famosa expressão "os fins justificam os meios", significando que não importa o que o governante faça em seus domínios, desde que seja para manter-se como autoridade, entretanto a expressão não se encontra no texto, mas tornou-se uma interpretação tradicional do pensamento maquiaveliano. Alguns cursos de administração de empresas fazem leituras aparentemente deturpadas de tal obra, afirmando que, se uma empresa for gerida considerando as metódicas análises do autor, essa conseguiria prosperar no mercado. Nesta obra, Maquiavel defende a centralização do poder político e não propriamente o absolutismo (como muitos pensam [carece de fontes]). Suas considerações e recomendações aos governantes sobre a melhor maneira de administrar o governo caracterizam a obra como uma teoria do Estado moderno.

Uma leitura apressada ou enviesada de Maquiavel pode levar-nos a entendê-lo como um defensor da falta de ética na política, em que "os fins justificam os meios". Para entender sua teoria, é necessário colocá-lo no contexto da Itália renascentista, em que se lutava contra os particularismos locais. Durante o século XVI, a península Itálica estava dividida em diversos pequenos estados, entre repúblicas, reinos, ducados, além dos Estados Papais. As disputas de poder entre esses territórios era constante, a ponto de os governantes contratarem os serviços de Condottieri (mercenários) com o intuito de obter conquistas territoriais. A obra de Maquiavel revela a consciência diante do perigo da divisão política da península em vários estados, que estariam expostos, à mercê das grandes potências da Europa.


Enviado por Tópico
boxer
Publicado: 16/03/2018 09:46  Atualizado: 16/03/2018 09:46
Colaborador
Usuário desde: 21/01/2009
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Mensagens: 716
 Re: Tod'a poesia acaba em silêncio p/ Joel-Matos
.
Texto para se ler muitas vezes e de muitas maneiras.
Entre o tangível da vigília e os anseios de um voo, aí está o poeta -- suave, silencioso, passando simplesmente...





Enviado por Tópico
Volena
Publicado: 16/03/2018 12:35  Atualizado: 16/03/2018 12:35
Colaborador
Usuário desde: 10/10/2012
Localidade:
Mensagens: 12449
 Re: Tod'a poesia acaba em silêncio P/Joel-Matos
Li também em linhas paralelas
e fiquei a pensar silenciosa
nas várias maneiras de as ler,
achei-as todas belas e meticulosas.

Abraço de amizade Vó


Enviado por Tópico
GinaCortes
Publicado: 19/03/2018 18:50  Atualizado: 19/03/2018 18:50
Muito Participativo
Usuário desde: 10/08/2017
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 Re: Tod'a poesia acaba em silêncio
Silencio da reverência quando arte ficou na ribalta.
Silencio pela dor do
pedaço do artista,
que de sua alma descolou.

Lindo poema. Aplausos! 😊


Enviado por Tópico
MarySSantos
Publicado: 12/04/2018 19:41  Atualizado: 12/04/2018 19:41
Luso de Ouro
Usuário desde: 06/06/2012
Localidade: Macapá/Amapá - Brasil
Mensagens: 5282
 Re: Tod'a poesia acaba em silêncio
silencio no
silencio
do silencio

em cada verso
do poema, agora,
penso...

silencio! !

Bjo



Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 11/03/2019 20:28  Atualizado: 11/03/2019 20:28
Subscritor
Usuário desde: 24/02/2017
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Mensagens: 1860
 Re: Tod'a poesia acaba em silêncio...
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Enviado por Tópico
RoqueSilveira
Publicado: 11/03/2019 20:55  Atualizado: 11/03/2019 20:55
Colaborador
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Localidade: Braga
Mensagens: 8205
 Re: Tod'a poesia acaba em silêncio...
muito bom este poema, hei-de lê-lo mais vezes!