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Poemas : 

Perfume da mata

 
Você passou nas asas de um tempo bom, trazia junto de si, o perfume afanado da mata.

Negra seda, sussurros à tarde.
Eu estava com tempo, eu estava sedenta...
Aí, um frenesi baloiçou minha saia!...

Você passou de braços com os sonhos miúdos. Trazia esperanças e o nada.
O baio era veloz riscando os mapas.

Despiu estrelas cansadas com palavras de amor, sonho, despudor. Deitou feitiço na praça.

Negra seda, sussurros à tarde. Eu estava com tempo, eu estava sedenta.... Aí, um frenesi baloiçou minha saia!


Leonor Huntr


 
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Huntr
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Enviado por Tópico
Migueljaco
Publicado: 14/11/2017 20:24  Atualizado: 14/11/2017 20:24
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 Re: Perfume da mata
Boa noite Huntr, teus versos enredam uma personagem que foi tocada pelo assedio aconchegante de um determinado alguém que a fez suspirar fundo, parabéns pelo vosso envolvente poema, um abraço, MJ.


Enviado por Tópico
martisns
Publicado: 15/11/2017 00:39  Atualizado: 15/11/2017 09:11
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Localidade:
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 Re: Perfume da mata
Encantos do amor saindo dos ventos tocando se no coração, onde os sentidos se apaixonaram, poema delicioso, belo


Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 15/11/2017 08:56  Atualizado: 15/11/2017 15:40
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Localidade: Setúbal, Azeitão Portugal
Mensagens: 731
 O perfume do nada
















E, abrindo as asas sobre o monte "Hamar",
Tudo que vi vejo, encanta se escuto, se canta
Tudo quanto vejo, sinto ouvindo minha voz
Humana e abro asas abrindo ao ar meu corpo

Meio vulto, meio sonho curto e eu abrindo
As asas de meu peito escorrido, o sentir outro,
Humano tão pouco, "Hamar" nenhum, sonho
Comum, perdido... o que me fica, nada

Tudo o que vi vejo, de que me serve ter asas
Se esta alma não voa nem viaja presa à voz
Que é meu eco e vácuo e negação, vi-me vejo-me
Ostra da consciência, que é feito da minha,

Se existe, escravo do que escrevo, estéril de dia
Inútil à noite e no meio uma vontade de voar
Sobre o mundo que é mais próprio d'outro ser
Não eu, ser nem sou, sem lar, herança vil

Viúva d'mil causas