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Prosas Poéticas : 

Rascunhando fragrâncias IX

 
Tags:  18122017  
 
(...)

Hoje sinto cascatas no meu peito, deslizando pelos meus olhos magoados

Uma eternidade, o tempo que não te trás aos meus ouvidos, estes ouvidos que envelhecem pouco a pouco ao sabor desse mesmo tempo.

Tinha tantas coisas para te dizer…mas não as posso dizer, porque já não me ouves e eu desisti de te impor uma ternura que não queres, um poema que não sentes, uma canção que já não danças, um sussurro que já não queres decifrar.

Será que eu sou assim tão malévolo para ti? Ou será que afastas todos aqueles que te amam realmente porque não suportas esse amor?

Quantas vezes sorriste-me…imaginei? Quantas vezes procuraste-me…também foi ilusão?

Tudo me faz duvidar… as palavras pronunciadas e escritas, por vezes com ternura, outras ecoando aos meus ouvidos com raiva e desprezo, a impulsividade demonstrada alternando-se com a passividade sem nexo para mim…O dialogo permissivo na liberdade de o pronunciar, contrastando com a ambivalência do sentir, tudo me faz duvidar… se um dia tu exististe como eu te vi…ou se foi tudo uma ilusão?

Será que tudo não passou de uma ilusão?

(...)


Espero que gostem do que escrevo e que dêem a vossa opinião. Obrigado

 
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PedroGabi
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