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Aline e Os Elefantes D'água

 
Aline e Os Elefantes D'água
 
Meu diário, minha vida, minha história,
estava tudo guardado,
magicamente guardado, numa bolsa
furada.

Leva, velozmente na brisa
de meus traços,
na poeira de meus pés,
que agora pesam.
Escreve em meu diário
minha vida e minhas histórias.

Diz à minha mãe
que vou-me embora na jornada,
que cedinho o Sol nasceu,
que cedinho ele se vai,
que cedinho se perdeu.

Ai, se eu pudesse dizer o que sinto
e partilhar o que faço
no calor de meus atos.

Fugir com os jesuítas.
Ir-me encontrar com João:
se eu dissesse, se contasse,
se ousasse,
e se, por um momento, o
encantasse,
o que eu faria, minha mãe?

Girar com a procissão,
descobrir um novo mundo,
charadas erradas!
Tentar, tentar, tentar...
Triste! Tentar e vagar.

Levar para o lar,
voltar para lá,
indo:
padeço de misérias.
Que será de meu diário?
que será de minha vida?
que será de minha história?

Chuva de melancolia,
padeço de tristeza.
Minha tenra idade...
Tão tenra idade,
tão tenra vida,
tão tenra história.



nevermore

 
Autor
Sebastião-Nascimento
 
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Enviado por Tópico
montalvan
Publicado: 13/01/2018 11:43  Atualizado: 13/01/2018 11:43
Colaborador
Usuário desde: 02/02/2012
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Mensagens: 701
 Re: Aline e Os Elefantes D'água
Grande poeta Sebastião
obrigado pela visita e pelo comentário (apesar do exagero), li algumas das tuas poesias e achei muito dez, um toque pessoal maravilhoso que eu ainda não consegui, nas que escrevo. Parabéns, abraços
alexandre ps: e não tem exagero rsss