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Prosas Poéticas : 

profecias de antes de

 

põe as mãos em cima da mesa. de olhar aberto...

quantas vezes te disse que os nossos dias não eram dias de ficar... sem que acreditasses, iludido, iludias-me. dizias:


fica ao meu lado. deixa que te saiba. que te leia. que existes. do que quero, nas saudades que sinto... e sempre, deixa a vela no parapeito. e saberei que és tu. onde ainda vives. onde respiras. não interessa onde, apenas que saberei onde, quando me sentir perdido.

 
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AlmaMater
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Enviado por Tópico
AlmaMater
Publicado: 12/01/2018 21:47  Atualizado: 12/01/2018 21:47
Da casa!
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 Re: profecias de antes de

Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 12/01/2018 23:52  Atualizado: 25/01/2018 10:25
Colaborador
Usuário desde: 06/11/2007
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 Re: profecias de antes de
Como um farol... num meio dum escuro meu...
Sinais dos mais infinitos aos menos, que ainda acho em muitos ondes... neste soalho flutuante em que os dois ainda respiramos...

Desculpa-me o aparte acima... deu-me vontade.


Pôr as mãos na mesa, esclarerecendo os assuntos prementes, começas no teu poema.
E o sujeito poético "iludido" ilude. Marcando uma ilusão a dois.
Um "tu" muito forte naquilo que foi dito.
Muito belo e quase trágico.
Porque os dias, esses, não eram de ficar.
O poema ficou.
Cumprindo-se a professia...

Bj.