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Poemas : 

Em Parte, confesso-me ...

 
Em Parte, confesso-me ...
 






Confesso-me contínuo do espaço,
Tudo que faço, fazia dantes,
As pontes passam e eu sem
Mudar d'sítio qu'me sento, qu'faço
Do rio que passa por debaixo,
-Pedra, papel ou tesoura-

Pobre d'mim, supondo-me ponte...
Confesso à margem "leste" optar
Por esta, mais jovem que a
Outra, longínqua me parece,
Descontínuo é o rio que m'atravessa,
Normalmente caminho sobre ele,

Tudo que faço, fazia dantes,
Continuo alternando o que me
Define, erro é não reconhecer
O que me impele que atravesse,
O motivo, tão somente porque
Da ponte não passo, ela por mim sim,

Tempo é, de voltar a ser rio,
Cingindo-me às margens onde minhas
Mãos germinam, em espaços e rochedos
Contíguos à dor, ao sofrimento,
Conforto-me na tristeza, amo
Tanto quanto odeio a matéria de que faço

Parte, confesso-me feliz com o pôr-do-sol
E triste como um entardecer,
Continuo a regular-me plo visível e o que me
Explica cultivo debaixo de "totens" e pontes,
Tudo que faço, fazia dantes em parte,
Confesso-me ...






Jorge Santos(02/2018)
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Jorge Santos, aliás Joel Matos,aliás namastibet

 
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Jorge-Santos
 
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Enviado por Tópico
Jmattos
Publicado: 12/02/2018 17:47  Atualizado: 12/02/2018 17:47
Colaborador
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 Re: Em Parte, confesso-me ...
Jorge
Confesso que gostei!
Beijos!
Janna

Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 26/02/2018 21:42  Atualizado: 26/02/2018 21:47
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 Re: Em Parte, confesso-me ...




Gather round my heart,
Ye mists of the night.
Gather round me tight
Till you choke and smart,
Till you veil and affright.

Gather round me and make
The substance of me
That feels what tis to be,
A shadow and a lake
A sorrow and a see.

Something that is image
Of an imageless thing.

inédito de Fernando Pessoa