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As chagas de Jó

 
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Ferida esbranquiçada, cruel,
Prova a um homem de intensas,
Nobres e sagradas atitudes,
Ferida pustulenta e indecorosa.


Caído ao sopé de sua morada
Antes próspera e feliz, a miséria
Corrói o homem por dentro e por fora.

Joguete de duas forças antagônicas
Mas sempre unidas, o pobre Jó paciente
Clama aos céus que a sua vida nada vale.

Clama aos céus com as mãos feridas
Agradecendo ao Deus de sua fé que
Nada lhe é seu e que tudo é de Deus!

O pobre Jó dorme por suas feridas
Tendo dentro de si a certeza de que
Suas misérias fazem parte do absoluto Deus!



Há tanta poesia e sensibilidade dentro de cada um. Ah, se cada pessoa simplesmente a soltasse de todas as maneiras possíveis! Seria até mesmo a liberdade da tirania política, social, econômica, religiosa!

 
Autor
WesSouza
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