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Poemas -> Sombrios : 

"Ato 1: sem cenário em cem pistas deixadas e p'ra trás,"

 
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"Fora de casa sois pinturas; nos quartos, sinos; santas, quando ofendeis; demônios puros, quando sois ofendidas; chocarreiras no governo da casa e boas donas do lar quando na cama."

(Otelo) Ato II - Cena I
















eu te seguirei! eu te encontro hoje e sempre te voltarei
ou até que me falte o ar e a vontade de vida, eu te serei
e, talvez.. depois. e adiante da linha-vida que te exercito

vê a minha mão: é já impura, pois te falta! é asa retirada.
quando não te sabe e não te vê, é mão que serve o nada
então, e somente: é teu. este pecado vasto que te incito,

"- ah, ofélia!! que desfaço o mito! que te trago a minha mar
- ora, sua donzela versada! não é nada! que compare-se à ela
- à minha tela partida! que tanto que quero tê-la, ou afastar
- ah, ofélia, se digo.. vê a minha musa que de abrigo, sou dela"


e quero ouvir o teu acesso! deixa-me possesso, me convida!
abre a tua janela e me liberta desta fome que não tem saída
é contato ao tato dos teus lados que não te posso(ainda)
que desce.. longe, de tão longos dias teus devotos(acima)





 
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Azke
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