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Poemas : 

Puder-eu-o-ter

 
Puder-eu-o-ter
 







Mar que há em mim,
Puder eu o ter não no lugar
Que tem o mundo, mas no peito,
Profundo, perdido e fundo.

O mar que há em mim passei,
Saudarei da margem dele
O mar sem farsas falas, pois
Que hei-de por ele passar,

Eu sei que é o mesmo
Porque me corre nas veias
E é salgado tal e qual o sal
No mar imerso e imenso.

Abraço o nosso e o falar
Que não se distingue
No mar entorno que volta fatal
E eu vou ao ritmo da maré,

O mar que há em mim
É supremo, confesso-me
Imperfeito não me alimenta
A beleza, não compreendo

Os elementos nem o critério
Da natureza, da espuma,
Apesar de fluída e me aperta
O peito, estéril, amiga,

Ouvir o som das águas
E morrer, é como descrever
A própria calma e saltar
Dos ribeiros para o domínio

Que me corre nas veias,
O destino é sentir que vou,
Sem deixar de ser o mar
Que volta e me tem, puder-eu-o-ter,

Confesso-me ...



Jorge Santos 08/2018
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Jorge-Santos
 
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Enviado por Tópico
Luizfeliperezende
Publicado: 02/08/2018 16:32  Atualizado: 02/08/2018 16:32
Super Participativo
Usuário desde: 04/11/2017
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 Re: - Puder eu o ter-
Belíssimo poema !!!

"Mar que há em mim,
Puder eu o ter não no lugar
Que tem o mundo, mas no peito,
Profundo, perdido e fundo."

Sim, o mar interior.

Acho que há poemas que se destacam,
são momentos felizes do autor.
E este poema é um deles.
Não é todo dia que se lê um poema inspirado.
Um poema não é um produto do intelecto, simplesmente.
E não é feito de malabarismos de palavras para uma mente
treinada.
Vai além e transcende!
Parabéns !!!


Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 29/03/2019 12:21  Atualizado: 04/04/2019 21:50
Subscritor
Usuário desde: 24/02/2017
Localidade:
Mensagens: 1756
 Termino ...































Termino por aqui a minha participação no luso-poemas como plataforma primeira e essencial de produção escrita ou a "front-page das minhas meias-frases,
“Nunca sei quando começo a fingir, ou quando estou dizendo a verdade.” Dali












muito obrigado
Jorge Santos JM