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Poemas : 

"Entre duas aspas"

 
"Entre duas aspas"
 









Ficarei a ser, sendo o que entendem que digo,
E de mim, enfim é o que consigo dizer entre
Aspas, digo-não entendo tanto quanto quero-
Porque haveria de querer eu, seria sério sendo,

Isso não sou, por aí não vou, passarei por
Mimico, sendo o que não sou, - entendem
O que digo, pois eu duvido mesmo a sério
Da minha certeza toda e aposto na duvida,

É um vício o ser quem não sou, a razão
É simples e natural como todas as coisas,
É o que consigo dizer não dizendo, "dividando"
O seno pelo humano interno intenso, sendo

Ficarei a ser o que entenderem que sou,
Gradiente de cinza, incompreensível voo
De moscardo sem voo, necessidade de nada
Ser, destino imaginário ou o que possa ter

Entre aspas "à míngua desse dom", seco, indivino.
Perdoai-me, pois não me entendo nem m'dispo
Quando por vezes me "desdigo", "dividando"
Seno Coseno hipérbole, eloquência de Fibonacci

"Pro bono", contradigo-me sendo o que não sou,
Dando o que não tenho, ocultando por onde vou
Paradigma este sentir sem ser voar sem asas ter
Lembrar pra esquecer passar sem mudar pés

Nem mãos do lugar suposto que ocupo na sala
Menos-oval do mundo, enfim, é o que consigo
Dizer "entre duas aspas", entre duas águas
Sinto que entendem não de facto, o que digo ...







Jorge Santos 08/2018
http://namastibetpoems.blogspot.com












namastibet, aliás Joel matos

 
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Namas-tibet
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 07/08/2018 16:24  Atualizado: 07/08/2018 16:24
 Re: "Entre duas aspas" para o pederasta bêbado, sem rabo e fresco
"Pobre(, o) coitado!"





É um pássaro burro
Não se faz entender
Coleciona fios escuros
Besta-fera de se ver

Pederasta, bebe a feder
Logo após, a coragem
Mas infeliz, quer escrever
E só diz umas bobagens

Não sabe elogiar, criticar
O seu intelecto age por trás
Verme mentiroso a procurar
Diz-se agente fino da paz

Quando muito, a frase inteira
Mas pra entende-lo, só matando
Deveria estar na cama em sarjeta
Pois é o que lhe cabe, esse cancro

Suja as páginas do Luso, burrice
Oferta-se nas páginas de outros
Copia, de maneira vulgar em riste
O menor poeta de merda e louco

Recebe mentiras, e burro, acredita
Tão feliz quanto um asno, outra dose
E lá parte, Quixote ruim e suas fitas
Quer ir ao céu com palavra mas não pode

Não pode, pois é incapacitado
Biltre dissimulado, imbecil arruinado
Não fosse pela internet, e esse veado
Já teria apanhado na cara, coitado!



Pobre coitado!




Enviado por Tópico
Gyl
Publicado: 07/08/2018 20:36  Atualizado: 07/08/2018 20:37
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Localidade: Brasil
Mensagens: 15181
 Re: "Entre duas aspas"
Tem o dom da escrita e da arte literária, poeta Jorge. Ser ou não ser, não é a questão. A questão é saber ser e respeitar o outro ser. Ato doloroso e difícil para alguns. Abraços!