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Poemas : 

Como paisagem ao morrer o dia, o voar do ganso

 
Como paisagem ao morrer o dia, o voar do ganso
 










Como paisagem ao morrer o dia,
Tudo se esconde em sombra e erva esguia,
Assim parece o tacto e o chão ermo
E falto, que me larga a mão e parte

Na passagem do fim, para o norte fundo,
A chuva não vem longe, vem de través,
Me segredam os dedos, ralos os cabelos
Que penteio, por dentre dez mil deles, redondos

Como a paisagem, o horizonte e a morte
A chuva não vem longe, acredita profundo,
Acredito nos homens que não morrem de vez,
Acredito que o "Homem" não morre hoje,

A Terra está doente, não me embala
E eu sofro pelo mar em volta e em luto,
Pla Terra, pla flora e a chuva não vem,
Nem chora, assim padecem meus olhos doendo,

Doente, eu e tudo, tudo se esconde
Em sombra e erva podre,
Como paisagem ao morrer o dia, o mundo
Enfermo, tal como entre duas espadas

E o punho, a parede de ferro e brasa,
O feno, o funcho, o abrunho, o ouriço...
O voar do ganso mudo.






Jorge Santos 08/2018
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Namas-tibet
 
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Enviado por Tópico
sendoluzmaior
Publicado: 08/08/2018 16:37  Atualizado: 24/08/2018 17:45
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 Re: Como paisagem ao morrer o dia, o voar do ganso...
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Enviado por Tópico
Namas-tibet
Publicado: 17/01/2019 18:18  Atualizado: 17/01/2019 18:19
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 Re: Como paisagem ao morrer o dia, o voar do ganso
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Enviado por Tópico
Namas-tibet
Publicado: 28/03/2019 15:33  Atualizado: 28/03/2019 15:33
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