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Poemas : 

A verdade é Tenente ..Tio “Lawrence"

 
A verdade é Tenente ..Tio “Lawrence"
 





Teu “Lawrence"



O viver Almirante,
A verdade Tenente,
Capitã minh'alma,
Venho ao mundo
Temente, tamanha
A sede de viver, gigante ...

Almirantes, todos
Que o mundo possa
Conter, dementes vivamos
Capitães da areia,
Fundeemos castelos,
Quer sejam ou não âncoras

De verdade, nem os barcos
Rabelos, os portos, portos,
Dromedários, caravelas, deserto.
Teu “Lawrence", tio Lawrence...
(Vontade Tenente)






Jorge Santos 08/2018
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namastibet, aliás Joel matos

 
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Namas-tibet
 
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Enviado por Tópico
Namas-tibet
Publicado: 04/09/2018 09:35  Atualizado: 04/09/2018 09:35
Colaborador
Usuário desde: 17/07/2018
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 Re: A verdade é Tenente ..Tio “Lawrence"
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 17/06/2019 10:26  Atualizado: 17/06/2019 10:26
Subscritor
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Mensagens: 2034
 Re: A verdade é Tenente ..Tio “Lawrence"
Lisbon Revisited (1923)



NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

Álvaro de Campos,










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