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Poema de abrir os olhos até ao branco

 
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as correntes de pensamento
enleavam-se sem que se
esperassem noções de positivismo,
eram só um marxista
desiludido com a sociedade
que se consome a ela própria,
um kantiano a admitir
que o primado da razão
não existe,
e um simples reformado
que tinha enviuvado há dias,...

o momento da história
não interessava,
e era um país triste,
à espera do devir
do momento vivido,...

concluiu-se,
pela quantidade
de nuvens disformes
no céu,
que as coisas nunca
têm uma razão de ser,
e só se desenham a elas
mesmas à espera que a
evolução humana as apague,
substituindo-as pela
certeza do fim,...

sentado debaixo da
luz fosca de uma
lua grafitada no céu,
o marxista achou ser
o menos inexato
dos três,
é sempre o escrito
certo da história a fazer
evoluir uma sociedade,
e talvez por isso
estava a acontecer
a dúvida,
como reflexo
de certezas monolíticas,...

o kantiano não replicou,
alumiar um discurso com o silêncio,
traz à tona a razão sempre que a afogam,...

o reformado chorava com o tom certo de desprezo pelas verdades inamovíveis,
e só então houve a certeza de que a certeza não tem peso,
só forma

 
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theartist_lc
 
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