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"Renegados"

 
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“O vosso rosto, meu senhor, é como um livro em que os homens podem ler estranhas coisas. Para iludirdes as circunstâncias, tomai a fisionomia das circunstâncias, mostrai-vos prazenteiro nos olhares, nas mãos, nos lábios; imitai a inocência da flor, mas sede a serpente nela escondida.”

(Macbeth)










Pobres sapos coachando em partes cruas
Pelas resenhas ilícitas, linhas de prostitutas
Pois ofertam-se à chibata que se ofendem
São heróis da merda turva que descendem

São cabrões amorfos da língua portuguesa
Eles deixam o “c” no ato pro coito de mesa
Ahhh, é o euro? É a prata? Ou o babador?
O servo de línguas estrangeiras sem pudor

Nãão.. deve ser um assecla da merda rasa
Lixo comum, moeda de troca, a roupa-traça
Que se vende por um chicote dado no rabo

Quer o Quixote, se foder, a público castrado
Dos que saem às metades a uns contos vis
Pobres filhos da puta, dos piores que já vi..





...que latem e relincham, e não passam daqui.




.

Inédito!
 
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Azke
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Enviado por Tópico
Migueljaco
Publicado: 12/10/2018 16:17  Atualizado: 12/10/2018 16:17
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Usuário desde: 23/06/2011
Localidade: Taubaté SP
Mensagens: 9091
 Re: "Renegados"
Boa tarde Azke, teus versos enredam um personagem bastante incomodado com o proceder da massa humana que circunda ao seu cotidiano.

Parabéns pelo vosso incisivo soneto.
MJ.