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Poemas : 

Quantas vidas feitas vento

 
Quantas vidas feitas vento enroladas por língua alheia
Ter a solidão por alimento fio de água a lábios de areia

Subindo aos olhos a areia
Rasga a face em loucura
Veste-se com forma alheia
Atravessa a pedra escura
Na cega busca de alimento
Tateia os quebrados elos
Viajem a braços de vento
Aos intangíveis paralelos

Quantos de mim paralelos respiram na matéria escura
Um véu encobre os elos impede que espalhe a loucura

No calor febril da loucura
Controla o sentido da areia
Acender a câmara escura
Revela a entidade alheia
Ligado aos próximos elos
Dá a fome doutro alimento
Poder unir paralelos
Pelo coração do vento


Henrique Canteiro

 
Autor
Siljo Paipe
 
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