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Sonetos : 

CHOVE...

 
Tags:  luciano    Spagnol    chuva    cerrado    Chove  
 
Chove... que sussurro no umedecido
Cerrado molhado. O cheiro se enleva
Em nubladas nuvens, o temporal leva
O dia, perfumado, no chão lânguido

É a poesia! Palpita a vida num alarido
E nos meus versos a saudade eleva
Na chuva, e que vai, caindo em treva
A melancolia de este tempo chovido

Chuva, lá fora, cá dentro um roteiro
De solidão. Encharcando a emoção
Doudejante, em um silêncio inteiro

Entre os tortos galhos nus, troveja
E a enchurrada numa doce canção
De um latente gotejar, a terra beija...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, 9 de novembro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando


"Sou alma do cerrado, pé no chão, do Triângulo, do chapadão... Pão de queijo com café, fogão de lenha,das vilas ricas, arraiais, sou filho de Araguari, das Gerais".
Luciano Spagnol




 
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LucianoSpagnol
 
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