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Poemas : 

Vala comum

 
Tags:  desordem  
 
Quando me for,
larguem os meus ossos em qualquer cova,
as cinzas em qualquer mar, ou ribeiro.

Eu inteiro.

Quando já não me rir do que me rio,
nem chorar do que me choro;
sentir o cio,
a paixão no que odeio e do que adoro
e tudo, enfim, for frio,
nesse
em que mais me demoro,

larguem os meus ossos no lugar onde sou só
mais um,
no pó
duma vala comum…


A minha pátria é a língua portuguesa.
Bernardo Soares
www.poemassagem.blogspot.pt

Por opção não uso o mais recente acordo ortográfico.

Saibam que agradeço todos os comentários, de coração...
Por regra não respondo.



 
Autor
Rogério Beça
 
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Enviado por Tópico
Leohuntr
Publicado: 12/01/2019 15:31  Atualizado: 12/01/2019 18:51
Muito Participativo
Usuário desde: 21/11/2018
Localidade:
Mensagens: 57
 Re: Vala comum
Quando me for, deitem meus ossos ou pó no leito de um riacho.
Não num riacho qualquer, tenho apreço por um.
Eu quero o riacho da serra.
Aquele que
encanta pássaros e exus.
Quero...
sentir frio, ter
compadrio.
Rir dos incensos, das frutas e quintais.

Enviado por Tópico
Carii
Publicado: 13/01/2019 10:19  Atualizado: 13/01/2019 10:19
Colaborador
Usuário desde: 28/11/2017
Localidade:
Mensagens: 1627
 Re: Vala comum
.. gostei da forma como descreve esta última que é a nossa jornada. Levo comigo. Um abraço!