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Poemas : 

Cuido que não sei,

 
Cuido que não sei,
 








Cuido que não sei,
Sendo quem sou, descrente,
É nulo dizer algo novo,
Que não ecoe repetido,

Inteligência não é confiança,
Profissão nem é fé,
Invólucro do meu ser,
Inferno o respirar sair.

Pensar, o meu modo
De dizer, não sei,
Sei que não, emérita é a vida,
Evoco o engano como

Preenchendo o tempo,
Não o altero, tanto o sonho,
Como o visto do lado
Tornado igual, eco é o acto de

Dormir em pé, como se despertasse
Com os sentidos de fora pra dentro,
Pra me dedicar aos que duvido
Ter lá dentro, incompreendedores

Natos, repetidores absurdos
Que suam ao cheirar a minha
Vaidade inútil, a minha fé
Vencida, cuido não sei e brinco

Ao processo de me "fazer-de"
Quem nunca fui, "Rei-do-Mundo",
Preencho o tempo de sofismas,
Reduzo o espírito à atitude, não à

Consciência, a menor representação
Visível, da minha íntima descrença
Grassa ...








Joel Matos 02/2019
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Joel Matos , aliás namastibet

 
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Joel-Matos
 
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Enviado por Tópico
Namas-tibet
Publicado: 17/02/2019 10:53  Atualizado: 17/02/2019 10:53
Colaborador
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 Re: Cuido que não sei,
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Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 17/02/2019 11:12  Atualizado: 17/02/2019 11:12
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 Re: Cuido que não sei,
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 18/02/2019 00:08  Atualizado: 18/02/2019 00:08
 Re: Cuido que não sei,
O Azke desce o cacete em você que insiste em lhe puxar o saco... seu carente.


Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 20/02/2019 13:04  Atualizado: 09/03/2019 09:25
Subscritor
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 Morram os pseudo-intelectuais !!!
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José Millán Astray






O Triste autor do célebre "slogan" franquista "Que morra a inteligência" à qual respondeu Miguel de Unamuno "¡No! ¡Viva la inteligencia! ¡Mueran los malos intelectuales!" -morram os pseudo-intelectuais -







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Miguel de Unamuno


«Acabo de ouvir o necrófilo e insensato grito de "Viva a morte!". Isto me parece o mesmo que "Morte à Vida". E eu, que passei minha vida compondo frases paradoxais que despertavam a ira dos que não as compreendiam, devo dizer, como especialista na matéria, que esta me parece ridícula e repelente. Como foi proclamada em homenagem ao último orador, entendo que a ele é dirigida, se bem que de forma excessiva e tortuosa, como testemunho de que ele mesmo é um símbolo da morte. O general Milan-Astray é um inválido. Não é necessário dizer isso com um acento pejorativo pois é, de fato, um inválido de guerra. Cervantes também o foi. Mas extremos não servem como norma. Desgraçadamente na Espanha atual há demasiados mutilados. Atormenta-me pensar que o general Millán-Astray possa ditar as normas da psicologia das massas. De um mutilado que careça da grandeza espiritual de Cervantes, que era um homem viril e completo apesar de suas mutilações, de um inválido que não tenha essa superioridade de espírito, é de se esperar que encontre um terrível alívio vendo multiplicar-se os mutilados ao seu redor. O general Millán-Astray deseja criar uma nova Espanha, criação negativa, sem dúvida, posto que a sua própria imagem.»

Nesse momento Millán-Astray exclama irritado «Morra a intelectualidade traidora! Viva a morte!».

Unamuno, sem intimidar-se, continua: «Este é o templo da inteligência e eu sou seu sumo sacerdote! Vós estais profanando este sagrado recinto. Tenho sempre sido, digam o que digam, um profeta de meu próprio país. Vencereis porque tendes sobrada força bruta. Mas não convencereis porque para convencer há que persuadir. E para persuadir lhes falta algo que não tendes: razão e direito. Mas me parece inútil cogitar de que pensais na Espanha».