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Poemas : 

Poema 12 de 3 mais 1 a meio

 
Uma simples gota de água
Tem tanto de mistério
Quanto tem o universo,

Um espanto de texturas e cores,
Um no mais ínfimo,
Outro sem fim á vista.

Os dois de igual tamanho,
O Homem não os vê,
Não nesta condição.

O Mundo acabou
Só por causa de um polegar,
Um dedo fora do lugar.

Eu não poderia escrever isto,
Está proibido na lei da natureza,
A mesma que nunca emendou o erro.

Natureza que diz publicamente:
-"Eu é que o criei, eu é que o tirei".
Pode se ler nos sintomas do fim do mundo.

A grande mecânica biológica que nos envolve.

A gigantesca massa do buraco negro que a criou.

Um polegar que nos acabou neste tempo que agora passa.

Agora a noite é o meu dia,
Não anoitece ou amanhece,
A lua o meu mundo.

Meia-noite constante
Sempre a meu lado,
Sem princípio nem fim.

O inerte o meu oxigénio,
A terra o meu satélite,
Deixou de ser planeta.

As estrelas companhia,
Há sempre uma que me visita
Sem seguir nenhuma lógica.

O espaço que ocupo
Não tem pôr do sol nem arco íris,
Nunca conheci a madrugada

Sem passado ou futuro
Só se consegue ver o agora
O silêncio é a memória


josemariafonso

 
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josemariafonso
 
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