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Poemas : 

Na imobilidade do olhar

 
Está doente
o poema. De pálpebras fechadas
convoca a melancolia das nuvens
e fala do silêncio como um refúgio.
Um zumbido de memórias
redemoinho interior
a sonhar-lhe as palavras que expliquem
os pássaros que envelhecem amarrados
à extremidade do poente.
Dói-lhe a palidez do tempo
que atravessa as ruas despidas de pólen.
Na alucinação do sol
prepara-se para o voo da noite
ao lugar onde as veias se fundem
na imobilidade do olhar.

 
Autor
Briana
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