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Poemas : 

Ciclo Vicioso

 

A água parecia estranhamente calma;
Refletindo o céu azul claro.
Até a brisa era suave;
Como a gentil carícia de um ente querido.
As montanhas ao redor também pareciam pitorescas;
Misturando-se no horizonte como almas gêmeas.
As ervas eram tenras e jovens;
Na sombra perfeita da paleta de um pintor amador.

E eu sento lá
Envolto pela serenidade que só a natureza poderia oferecer.
A hora do dia ou as horas que passavam não me incomodavam.
Fiquei extasiado com a complicada simplicidade do universo.

E então eu joguei uma pedrinha na água.
Isso perturbou a paz; criou ondulações.
Eu me senti arrependido por minha ação.
Eu também estava admirado -
As belas e perfeitas pequenas ondas se formaram.
Aquelas ondas pareciam valentes lutadores para mim.
Houve uma luta para restaurar a calma.
Logo as águas cristalinas estavam de volta.


Sou uma folha seca, negada do conforto do sono entre as páginas de um livro com um final feliz e varrida implacavelmente pelos ventos do tempo.

M.Laís:

 
Autor
M.L.Pinheiro
 
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