https://www.poetris.com/
Sonetos : 

Ao som de Nirvana

 
Na incoercível ânsia torturante
Em que imerso me encontro, no feio útero
Do mundo, que decreta no mais áspero
O desespero amargo e sufocante

Luto -- rebelde ingênuo -- ferozmente
Pela libertação, pelo nirvana
E a chama de minh'alma tão insana
Se apaga. Desvairada penitente!

E na eterna batalha do contraste
Em meu peito sucumbo, ardo sozinho,
E aos prantos grito à morte que me arraste.

Que ascendido aos jardins nobres do além,
Livre, como uma rosa sem espinho,
Eu descanse à harmonia de Cobain





 
Autor
Mainardes
Autor
 
Texto
Data
Leituras
48
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
3 pontos
1
1
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Namas-tibet
Publicado: 20/09/2019 12:39  Atualizado: 20/09/2019 17:50
Colaborador
Usuário desde: 17/07/2018
Localidade: Azeitão/Setúbal, Portugal
Mensagens: 974
 Minh'alma s'chama ..