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Poemas -> Saudade : 

O lavandário e os vestidos miúdos

 
O fundo do espelho guarda o tempo que vocês não conhecem.
Entre azuis violetas
Bailam pontos de luz.
É o amargo cipreste, é salpique, miranda.


Há uma grota engomada, há pés de lavanda.
Ninguém compreende, ninguém vê meus desejos, nem a procissão viúva do ralhado acordar.

Parte de mim tem ciúmes.
Não há esperanças, só vestidos miúdos.
Parte de mim tem queixumes...Por quê?

Ah!
Conquanto luzes rodando...
O lavandário exalando perfume desdobra minha
fé em belas e
morosas cenas.



Leonor Huntr



 
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Huntr
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Enviado por Tópico
bitcoin
Publicado: 07/10/2019 10:33  Atualizado: 07/10/2019 10:33
Da casa!
Usuário desde: 05/09/2019
Localidade:
Mensagens: 267
 Re: O lavandário e os vestidos miúdos
ninguém vê nada
nem o cavalo prenhe
nem o ventre dilatado
nem a ogiva no cinema silencioso
e eu morto...
desconfio que o teatro está vivo

ninguém vê nada
nem matar, nem matar
nem os bigodes das mulheres
nem a morte que é uma sorte
e os insectos à nossa volta...

ninguém vê nada
nem a chama
nem a terra molhada
matemos, matemos toda a
saudade, matemos
a enfermidade, azulemos a realidade no fundo dos pianos que
ninguém vê nada



olha, estes dias matei uma briana sem querer. espero que ela me perdoe
bem vinda cara poeta
gostei do teu poema
continuação de um bom dia




Enviado por Tópico
Joel-Matos
Publicado: 07/10/2019 12:28  Atualizado: 08/10/2019 10:18
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Usuário desde: 24/02/2017
Localidade: Azeitão/Setúbal, Portugal
Mensagens: 2028
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