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Sonetos : 

O corvo

 
E o corvo, como um'ave de rapina,
Espia a carne podre que decora
A terra. E co'apetite, então, devora
Toda a farta obsoleta proteína.

Não temais! pois o tempo é que assassina
A tudo que é belo e a vida deflora.
Se o delicado corvo, então, vigora,
É que seu banquete é a carnificina.

E a ave negra e necrófaga aterrissa
Sobre a lúgubre e fétida carniça
E ingere os componentes corporais,

Sabendo que é eterno este seu festim,
Pois que a morte jamais há de ter fim
E que não passará fome jamais.

Castro, 07/10/2019

 
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Mainardes
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Enviado por Tópico
JorgeSantos
Publicado: 09/10/2019 20:59  Atualizado: 09/10/2019 21:00
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