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Poemas : 

"Sic est vulgus"

 
"Sic est vulgus"
 

"No light, but rather darkness visible"



Dificilmente se nasce de geração espontânea,
Só eu digo claro o que penso nas minhas enigmáticas
Palavras que não têm mãe, apreciação, nem berço,
Que tanto faria terem saído do diabo ou de um penedo,

"Sic est vulgus", subordinadas à hereditariedade,
Porque não me interrogam nem me espantam,
Apenas guardam mágoa, rancor e raiva, como ninguém
Foram geradas num ventre esterilizado de frade

A cujo dorso imoral e corrupto se assemelha
Esta minha escrita que mais valia não ter nascido,
Eu próprio vivificado no oficio das paixões terrenas,
Constantemente na frente, de cruz na mão esguelha,

Nunca hei-de estar no centro, nem dentro
Das comuns, vividas pelo comum dos homens,
Não faço parte dos crentes de domingo,
Evoco os feitiços e a floresta à lua prenha,

Tal qual o cio dos lobos e as facções em luta, a rixa
Na clareira pelo domínio sobre a raça, a tribo,
A liça, a faca que cultivo porque é real e precisa,
Privilegia a permuta quando é de corpo que se muda,

Dificilmente se nasce de geração espontânea,
Todas as formas de vidas provêm de uma substância
Nobre e com regras mundanas, sem ela é impossível,
Já meu dom cresce do extremo, nasci tão blasfemo

Quanto um vulgar escarro humano ou um pelo púbico
Arrancado em pleno acto de Contrição…









Jorge Santos 11/2019
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Jorge Santos, aliás Joel Matos,aliás namastibet

 
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Jorge-Santos
 
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Enviado por Tópico
Upanhaca
Publicado: 29/11/2019 20:03  Atualizado: 30/11/2019 10:58
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Mensagens: 6609
 Re: "Sic est vulgus"
Se assim quer, assim seja.

Abraço!
upanhaca


Enviado por Tópico
boxer
Publicado: 08/12/2019 17:24  Atualizado: 08/12/2019 17:24
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Mensagens: 770
 Re: "Sic est vulgus"
.
Ando a ler Novalis, os "Fragmentos":
"A virtude deve desaparecer, de novo, e tornar-se inocência."
Que venham mais blasfémias e escarros como os do seu poema, pois que nos faz tanta falta a virgindade da queda, dos paraísos perdidos.
Abraço.