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Poemas : 

Vivo do oficio das paixões

 
Vivo do oficio das paixões
 
















Vivo no ofício das paixões,

É ao entardecer que me julgo mais distante e pando,
Não há lá nem cá, nem cá estou, menos estou lá, sempre
Estou onde me penso mesmo, não por estar pensando,
Mas porque me lembro ao pensar, do que sei e sei sendo

Esse pensamento, como sendo de ninguém daqui, nem d'além
Tampouco, esse alguém que passou pra outro lado, passado,
Fumo, vantagem de uns poucos o pensar futuro, sentir nova
A quinta-dimensão, rápida a mudança de via interrupta para afiada,

Vêm visões sem conteúdo do outro lado, subvertidas,
Amotinadas, despenteadas eclusas de díspares destinos,
Anseio por instantes sem importância alguma, mas não
Que venham sentar-se comigo à terça, numa cadeira

Desdobrável, dessas de praia em verga, eu espetando alfinetes
De Vudu no entendimento, a função de todo o cabalista
É excluir tudo o que sabe para sentir que entender bem fundo
Sem ver o que está pra aquém e colide com o saber fundado,

A reclusão do conhecimento aprendido, como nos falaram
E que iria gerar um mundo novo, ornamentado a cores
De feira, vindo sentar-se ao domingo na missa, precisamente
Às nove e meia de um amanhecer que sempre seria brando,

Vivo na periferia de tudo isto e de tudo o que me liga
Ao real, vivo no oficio das paixões, gozo-as como se fosse
A transmutação de outro mundo em ouro com que se veste
A minha alma ou a inexistência dela, da razão de entardecer

Dos dias, os sentidos não só sentem, também entendem
O que afirmo e me excede apesar de apenas ver com o espírito
E ter perdido todos os outros sentidos, sinto-me medonho,
Como se fosse místico devoto a um Demogorgon da Babilónia.


















Jorge Santos 12/2019
http://namastibetpoems.blogspot.com









Jorge Santos, aliás Joel Matos,aliás namastibet

O Absinto do passado está morto, ser presente é uma doença intratável à falta de mosto, ser futurista não tem cura nos dias de hoje embora tenha diagnóstico, assim como a chuva que apesar de tudo ainda não se prevê com exactidão a longo prazo, sente-se no dedo do pé de quem tem gota

J.S./J.M.

 
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Jorge-Santos
 
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Enviado por Tópico
JorgeSantos
Publicado: 09/12/2019 17:50  Atualizado: 09/12/2019 18:24
Da casa!
Usuário desde: 28/06/2019
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 Re: Vivo no ofício das paixões !
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(Editora do Rio, onde a paixão do povo foi encarcerada por falta de ser entendida a razão do riso comum, está pra ser editado o manual sumário das prisões arbitrárias por delito de opinião )



Enviado por Tópico
JorgeSantos
Publicado: 11/12/2019 15:44  Atualizado: 11/12/2019 17:00
Da casa!
Usuário desde: 28/06/2019
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 Re: Vivo do oficio das paixões


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Saudades de mim é como um respirar meu, orfão
Sem todavia da própria virilha tua, do ar, do mar e de tudo
Em volta, do universo e da vida que não existe
Daqui pra fora ainda (Não a sinto nem à paixão...)

Uma arma carregada sim, a bomba de Hidrogénio
Também. Saudades de mim é como respirar pó, ópio
Puro pelo cachimbo da paz e o mundo onde florescem
As coisas agressivas assim como as rosas e as silvas

Feias do abuso, da usurpação de Christus-Dei Mauro

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