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Poemas : 

SER OU NÃO POETA 🌹

 
SER OU NÃO POETA 🌹
 
 
Vou escrever que ser poeta é ter carne
É morrer em cada página escrita
E renascer de novo num silêncio suicida

Que sangra no seu próprio grito
Ante a glória que dilacera os dedos
Num poema impossível mudo de sentimentos

Desespero frágil como uma súplica
Numa qualquer página escrita por ler
Dos poetas idos que vivem em desespero

Por entre lágrimas caídas nos livros por escrever
Ser poeta é derramar ou não o sangue dos espinhos
Que vivem nas rosas desnudando a alma

Sangrando tantas vezes o coração

🌹


╭✿ ♥
Não me considero poeta
Descobri escrevendo por acaso

Você pode copiar, distribuir, exibir, executar
desde que seja dado crédito ao autor original.


Ser poeta é ter nos olhos
a luz da escrita em poesia

🌺🌹

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Autor
IsabelRFonseca
 
Texto
Data
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773
Favoritos
7
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
84 pontos
8
10
7
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Enviado por Tópico
Rafael007
Publicado: 01/12/2019 22:37  Atualizado: 01/12/2019 22:37
Super Participativo
Usuário desde: 22/09/2017
Localidade: São Paulo, Brasil
Mensagens: 148
 Re: SER OU NÃO POETA
Belíssimos versos, Isabel!!! Eis a nossa sina... Abraço!!

Enviado por Tópico
martisns
Publicado: 02/12/2019 09:40  Atualizado: 02/12/2019 09:40
Colaborador
Usuário desde: 13/07/2010
Localidade:
Mensagens: 29434
 Re: SER OU NÃO POETA
Um adorável poema, comovente

Enviado por Tópico
AntónioFonseca
Publicado: 02/12/2019 12:27  Atualizado: 02/12/2019 12:27
Colaborador
Usuário desde: 31/05/2013
Localidade: Portugal
Mensagens: 917
 Re: SER OU NÃO POETA
Fantásticas e fortes palavrars, num poema muito sentido.
Ser poeta não é moda, é um dom e tu descobriste o teu teu my love, com dedicação, com alma, empenho, humildade e forte sentimento.
Continua assim.



Enviado por Tópico
Legan
Publicado: 02/12/2019 18:49  Atualizado: 02/12/2019 18:49
Da casa!
Usuário desde: 26/01/2010
Localidade: Algures em Trás-os-Montes
Mensagens: 232
 Re: SER OU NÃO POETA
O coração sangra mas a caneta não se mexe... (acontece muitas vezes).
Ás vezes ficamos indecisos se devemos escrever o que nos vai na alma...
Muitas das vezes, bons poemas ficam na gaveta e ninguém os lê...

Gostei

José Coimbra

Enviado por Tópico
nereida
Publicado: 03/12/2019 10:26  Atualizado: 03/12/2019 10:26
Colaborador
Usuário desde: 27/08/2017
Localidade: São Paulo
Mensagens: 1553
 Re: SER OU NÃO POETA
Ser poeta, sentir na pele o amor transbordando com muita sensibilidade.
Gostei Isabel muito lindo!
Abraço com carinho.

Enviado por Tópico
Migueljaco
Publicado: 06/12/2019 15:28  Atualizado: 06/12/2019 15:28
Colaborador
Usuário desde: 23/06/2011
Localidade: Taubaté SP
Mensagens: 9419
 Re: SER OU NÃO POETA
Boa tarde IsabelRFonseca, teus versos exalam em plenitude as premissas dominantes da aura do poeta, parabéns pelo vosso instigante poema, MJ.

Enviado por Tópico
AntonioCosta
Publicado: 27/05/2020 17:41  Atualizado: 27/05/2020 17:41
Muito Participativo
Usuário desde: 02/05/2020
Localidade:
Mensagens: 74
 Re: SER OU NÃO POETA 🌹
SER POETA


O primeiro estudo do homem que quer ser poeta é o conhecimento de si próprio, inteiro; ele vasculha a sua alma, inspecciona-a, sonda-a, aprende-a. A partir do momento em que a conhece, deve cultivá-la; isto parece simples: em todos os cérebros dá-se um desenvolvimento natural; tantos egoístas se proclamam autores; muitos outros há que atribuem a si mesmos o seu progresso intelectual! — Mas é preciso tornar a alma monstruosa: à semelhança dos comprachicos, pois bem?! Imagine um homem que implanta e cultiva verrugas na cara.
Digo que é preciso ser-se vidente, tornar-se vidente.

O poeta torna-se vidente através de um longo, imenso e ponderado desregramento de todos os sentidos. Todas as formas de amor, de sofrimento, de loucura; ele procura-se a si mesmo, ele esgota em si todos os venenos para ficar apenas com as quintessências. Inefável tortura para a qual ele precisa de toda a fé, de toda a força sobre-humana, através da qual ele se torna entre todos o grande demente, o grande criminoso, o grande maldito — e o Sábio supremo! - Porque ele alcançou o desconhecido! Porque ele cultivou a sua alma, já de si rica, mais do que ninguém! Ele alcança o desconhecido, e quando, aterrorizado, acabar por perder a inteligência das suas visões, ele tê-las-á visto! Que ele rebente no seu salto pelas coisas inauditas e infindáveis: outros horríveis trabalhadores virão; e começarão pelos horizontes nos quais o outro vergou!

Jean-Arthur Rimbaud, in 'Obra Completa'