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Poemas : 

Preso em Liberdade: Parte II

 
Confesso, estou preso,
Preso em mim, sou prisioneiro de mim;
Sou meu próprio cárcere e algoz.
Escondo-me, bloqueio-me, puno-me...
Vigio-me...
Com qual finalidade?
Será medo?
Se for, medo de quê?
Do mundo?
Dos outros?
Da vida em geral?
De mim?
Certamente,
entre todos, este é o maior.
Temo a mim, receio saber-me;
Conhecer-me, nem pensar!
No espelho, não me olho;
Temo fitar diretamente aqueles olhos,
Olhos meus que se refletem;
Olhos que me observam, indagam-me,
Que em mim desejam penetrar;
Serão mesmo meus?
Olho-me ou olham-me?
Qual, na verdade, serei eu,
O Ser que foge ao temer-se a si mesmo,
Ou o simples reflexo “preso” no espelho?
Um tem a vida, a liberdade, mas se esconde;
Enquanto o outro, mesmo preso, possui a vontade e os sonhos.
Como romper esta barreira?
Como “atravessar” o espelho?
Como unir sonho e medo, se este anula aquele?

 
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Rafael007
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