Deixaste, de novo, o gosto a ti nos meus sentidos.
Meu pássaro que passa, borboleta que esvoaça, todo o mistério da tua presença sem rumores, sem olhares.
Apenas o teu gosto prevalece na minha memória, na saudade sem vontade, com a consciência acesa de não poderes ser.
Mas és este gosto com décadas de pecados evitados, de transgressões condenáveis.
E gosto que me sejas. De sempre. Ainda.