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Poemas : 

O que me és, não querendo eu.

 

Deixaste, de novo, o gosto a ti nos meus sentidos.

Meu pássaro que passa, borboleta que esvoaça, todo o mistério da tua presença sem rumores, sem olhares.

Apenas o teu gosto prevalece na minha memória, na saudade sem vontade, com a consciência acesa de não poderes ser.

Mas és este gosto com décadas de pecados evitados, de transgressões condenáveis.

E gosto que me sejas. De sempre. Ainda.


 
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Palas
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