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VELÓRIO (soneto)

 
Tags:  poeta    morte    cerrado    Luciano Spagnol    velório  
 
Penso às vezes na minha morte, os tutores
Se dela estarei dormindo no meu cansaço
Penso nas instalações do eterno regaço
E se com dores choraram as dadas flores...

Penso no quão terei pêsames sofredores
Ou não. E se olhares ecoaram pelo espaço
Laços de adeus, ou simplesmente passo
Sem rezas, de quem perdeu seus valores

Penso se serei um dissabor, no que fiz
Me diz: ó Deus, nestes vacilos dispersos
Se vou deixar saudades, se assim condiz!

Penso nas conversas, os causos imersos
Se ali estarei descontente ou então feliz
Digo: a quem possa saber... - fui diversos.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/02/2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Vídeo no YouTube:
https://youtu.be/IM9fhKWT46Q


Sou alma do cerrado, pé no chão, do triângulo, do chapadão. Pão de queijo com café, fogão de lenha, das vilas ricas, arraiais, filho de Araguari, das Gerais...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

 
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LucianoSpagnol
 
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Enviado por Tópico
João Marino Delize
Publicado: 18/02/2020 19:42  Atualizado: 18/02/2020 19:42
Colaborador
Usuário desde: 29/01/2008
Localidade: Maringá-
Mensagens: 3021
 Re: VELÓRIO (soneto)
Lindo poema. Parabéns. (de quem perdeu seus valores - concordância verbal).