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Sonetos : 

NÃO CHORE O AMOR (soneto)

 
Tags:  amor    cerrado    Luciano Spagnol    chorar    sofrência  
 
Não chore nunca o amor perdido
No silêncio sombrio da sofreguidão
Deixai ir, à solta, o luto da emoção
Na dor de o afeto vão adormecido

E quando, à noite, o vazio, for valido
Abrolhai, no peito, a doce recordação
Pura, e feliz, das horas em comunhão
De outrora, e na história de ter vivido

Lembrai-vos dos enganosos, dos idos
Das sensações com haveres divididos
E das maquinas que te fez quiçá doer

E, ao considerar, então, a tua perca
Vereis, talvez, como é frágil a cerca
Da divisão. E que é possível esquecer!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2020, 10’41” - Cerrado goiano

Vídeo no YouTube:
https://youtu.be/Pj4yMp3CpPA


Sou alma do cerrado, pé no chão, do triângulo, do chapadão... Pão de queijo com café, fogão de lenha, das vilas ricas, arraiais, sou filho de Araguari, das Gerais...
(© Luciano Spagnol - poeta do cerrado)

 
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LucianoSpagnol
 
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