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Poemas : 

Entre linhas

 
Entre linhas,
somas e somatórios, de lugares insanos,
profanos, abro o aberto,
e sigo o incerto.
Faz horas, navalhas de sangue,
que abrem destinos, de viés caminhos,
sede de um mar, que viu amar,
e viu quebrar.
Virgulas e pontos, débeis secantes,
de tangentes incalculadas, devoradas,
por uma variável não dependência,
mas dormência.
Recantos de prantos,
de sedes avergis, doce lis,
de alicate martelo,
que fez farelo, e comeu,
e bebeu, e morreu.
Lastro navio, breve pavio,
queima e enceta,
o apneia , constrói o desconstruído,
e afunda o perdido.
Alicante de droga, de serpentinas,
que viram meninas, e serpentes dormentes,
venenosas e penosas,
de nudez escabrosas.
Reviro e atinjo, a sede de preces,
e relouqueio num desvaneio,
de incertezas nobrezas,
de quem sou, e não quer ser,
o perder.
Madres aquelas que vi partir,
e loucas haviam por se vir,
em nós, pútridos presentes,
de insanos ausentes,
que tudo damos por destapar,
aquela que te faz pautar.
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flipe
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