no princípio
| Enviado por | Tópico |
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| Carii | Publicado: 05/05/2020 10:52 Atualizado: 05/05/2020 10:52 |
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| Enviado por | Tópico |
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| Rogério Beça | Publicado: 06/05/2020 17:14 Atualizado: 09/06/2020 23:43 |
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O silêncio é uma das formas do absoluto, ou do infinito.
O tema é um tratado e foi muito bem tratado neste poema. Embora pareça que muito dele é mais linguagem não verbal. Já que somos visitados por olhares, por sorrisos e por ares. Há tantos destes que sugerem e dizem tanto. Mas quando é o tempo que pára é de outro silêncio que se fala. Preciso e precioso. O silêncio sabe aqui a sermos um. Autónomos, completos na incompletude. Mas como pode o mesmo ser representado, excepto ao uso de reticências? Como pode a voz do poema, ele mesmo, ser silêncio, quando ele em si, na sua essência é ausência, princípio e fim? Este poema é sobre silêncio sem nunca ser silêncio, apesar de poder ser. Depende de como se ler. Tenho a ideia de que um grito continuo e infinito é uma forma de silêncio. Será este quietude ou movimento? Será o parado silente? E o calado? Mas apesar da classificação de “poema de amor” ele tem um “...também...” e um “...- ou não -…" apenas para dar gosto, enriquecer os versos e torná-lo, ainda mais, universal. Abraço |