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...do Silêncio

 
Tags:  no princípio  
 


a que sabe o silêncio, nós sabemos

é o olhar que se conquista
o sorriso que acaricia
o toque sustido no ar que respiramos

também,

o outro dia
a manhã que não chega
os minutos que não passam
o olhar cai no olhar e é o tempo que para

- ou não -

pois é o silêncio que se prolonga
o outro silêncio
o de sermos nós, Um.


 
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Enviado por Tópico
Carii
Publicado: 05/05/2020 10:52  Atualizado: 05/05/2020 10:52
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Mensagens: 1936
 Re: ...do Silêncio
.. fico contagiada pela sua poesia. o silêncio que nos enche nos seus versos. Gosto. Gosto muito de o ler. Abraço.
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Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 06/05/2020 17:14  Atualizado: 09/06/2020 23:43
Colaborador
Usuário desde: 06/11/2007
Localidade:
Mensagens: 1913
 Re: ...do Silêncio
O silêncio é uma das formas do absoluto, ou do infinito.
O tema é um tratado e foi muito bem tratado neste poema. Embora pareça que muito dele é mais linguagem não verbal.
Já que somos visitados por olhares, por sorrisos e por ares. Há tantos destes que sugerem e dizem tanto.
Mas quando é o tempo que pára é de outro silêncio que se fala. Preciso e precioso.
O silêncio sabe aqui a sermos um. Autónomos, completos na incompletude.
Mas como pode o mesmo ser representado, excepto ao uso de reticências?
Como pode a voz do poema, ele mesmo, ser silêncio, quando ele em si, na sua essência é ausência, princípio e fim?
Este poema é sobre silêncio sem nunca ser silêncio, apesar de poder ser. Depende de como se ler.
Tenho a ideia de que um grito continuo e infinito é uma forma de silêncio.
Será este quietude ou movimento?
Será o parado silente?
E o calado?
Mas apesar da classificação de “poema de amor” ele tem um “...também...” e um “...- ou não -…" apenas para dar gosto, enriquecer os versos e torná-lo, ainda mais, universal.

Abraço