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Poemas : 

Sem título

 
Folheias as pedras brancas puras
Cuida da tua rosa, da tua rosa
modelada como todas contudo estruturada
sobre um alicerce
com margens
quanto as pedras folheadas

E choras, choras fiel à palavra
ao mar cristalino
que nunca escondes ainda que infiel aos velhos costumes das víboras sagradas


Pintas o conjuntivo líquido ,o fluído e as nuvens cinzeladas desfalecem

Só deves fidelidade a esse princípio
Onde toda a vida floresce

Chorastes chorastes, ias morrendo no meio do fogo a navegar
E agora despontam os beijos
Despertam as mais belas uvas
Brilham os mais belos botões
Conheces agora uma doce Rosa para a vida
Pelo menos ainda



Poema de Alberto
Moreira Ferreira








Os gênios são odiados,
inquietos,
Incompreendidos ...

Alberto, é mestre das palavras .
É ourives.

 
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Enviado por Tópico
Kramer
Publicado: 18/05/2020 12:09  Atualizado: 18/05/2020 12:09
Muito Participativo
Usuário desde: 06/12/2019
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Mensagens: 82
 Re: Sem título
...um macaco viu um peixe dentro de um rio e como não conhecia este tipo de animal ele apressou-se a tirá-lo da água com receio que o peixe se afogasse. Então viu o peixe pulando e achou que estava feliz por tê-lo salvado mas em seguida percebeu que ele morreu e pensou “pena que eu cheguei tarde demais para salvá-lo”, nos ensina uma fábula africana a procurar sabermos se podemos realmente ajudar alguém, se querem nossa ajuda e se nossa ajuda realmente fará bem o outro, pois além de tudo temos que respeitar o tempo do outro e sua organização psíquica para que não promovamos mau maior.


Enviado por Tópico
Rogério Beça
Publicado: 19/05/2020 07:27  Atualizado: 20/05/2020 06:35
Colaborador
Usuário desde: 06/11/2007
Localidade:
Mensagens: 1729
Online!
 Re: Sem título
Corro sempre o risco de parecer e\ou ser desagradável.
Esta publicação, independentemente das circunstâncias em que surge, é sem dúvida um acto de admiração, mas também de maturidade.
A Leonor propõe-se ao exercício difícil de apreciar o autor pela sua obra e não pela sua personalidade. É fácil de entender que, num meio pseudo-literário com muitos laivos de redes sociais, é bastante difícil.
Se lermos os textos e os poemas enviados por Alberto Ferreira Moreira, acho que todos podemos concluir que é grandíloquente, trabalhador, esmerado, criativo, por vezes brilhante.
Mas infelizmente (acho), acho que as pessoas que o leem fa-lo-ão com aquela desconfiança de quem já se sentiu vitimado pelas suas violências. Por um lado há quem tenha sido directamente, por outro quem leu as várias agressões de que foi capaz também o sentirá, duma forma diferente e claramente menor.
Além disso e continuando a discernir na sua personalidade em ecrã (não o conheço pessoalmente) é um utilizador vai-vem.
Farta-se do site, volta com outros utilizadores que faz questão de identificar em subnome (digamos assim), volta a apagá-los, num temperamento que ajuíza-se no mínimo instável.

As pegas com o Adelino são épicas.
Ninguém fica bem na fotografia, certamente.

"...ias morrendo no meio do fogo a navegar..."

Pois parece ser o fogo o meio primordial desta figura que há dias mandou-me lamber não sei quem, não sei porquê.

Que belo verso, contudo.

E tão só por este verso já merecia este comentário que apareceu depois duma fábula de macacos e que me fez pensar na do sapo e do escorpião...

Abraço