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Poemas : 

A teus pés

 
Ó bendita dor estrangeira!...
O silêncio esmiúça as esmolas
ao te ver passar.

Maldigo o riso purpural,
As noites roubadas,
pelo rastro da morfina
que amarga o sangue.

O relógio de pêndulo tilinta as escoras.
As horas me olham...
Eu só queria olhar pro céu,
antes que rompesse a aurora.

Breve avezinha,  vestida de junho, 
rolando abaixo como faz o vento.
Na janela quebrada estampar
o horror, enquanto a vida
sussurra ao tempo:

-A covardia de sempre!...

A calçada prenhe de graças,
acalenta os sonhos. 
A mão direita, compelida pela
glória, acoberta as pétalas  divinas.




Leonor Huntr

 
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