https://www.poetris.com/
Sonetos : 

Disforme rito de passagem bulímico

 
Velas tremidas e oferendas escarnecem
A fôrma, nebulam semitons e destoam
A forma; oblíquos espelhos nos hiatos tecem
Fossários, onde os pratos disformes ecoam.

Porém, ao triste cético, não se revela,
E como um pagão sem deuses, tão só lhe resta
Consumir-se às sombras de sua própria estela,
Regurgitando toda sua oura indigesta.

É quando as nódoas da vida lhe surgem roucas
E as valas da mão morte lhe berram; treslouca!
Transpiram seu invólucro de insensatez.

A reforma da fôrma foi um grito ao mouco;
Mesmo a contrarreforma da forma tampouco
Lavou o sangue já mirrado em sua tez.

 
Autor
WesMic
Autor
 
Texto
Data
Leituras
43
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
2 pontos
0
1
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.