| Enviado por | Tópico |
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| TrabisDeMentia | Publicado: 30/05/2020 19:14 Atualizado: 30/05/2020 19:14 |
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Webmaster
Usuário desde: 25/01/2006
Localidade: Bombarral
Mensagens: 2370
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É mais fácil pedir desculpa do que licença. Divago.
Um abraço :) |
| Enviado por | Tópico |
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| Rogério Beça | Publicado: 01/06/2020 08:06 Atualizado: 01/06/2020 09:33 |
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Colaborador
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Mensagens: 1913
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As primeiras duas estrofes repetem "horas". Há uma afirmação de tempo sem tempo, isto é, específico.
Intemporal, eterno, nulo, tantas invenções que damos a mais um nascer e por-do-sol que presenciamos. A nossa sorte (para o bem e para o mal). "...grito preso na precisão..." e já está. Este verso já merecia o comentário. Porque o verbo precisar tem tanto de necessário como de exacto. E a presa do preso é duma imagem muito poética ao nível da dependência e da verdade da liberdade. Como se prende um grito? Em que gaiola, ou caixa? Adoro metáforas incomuns e bem conseguidas. Este verso ainda tem a qualidade da aliteração entre preso e precisão. sonoramente roda na língua. Já na terceira estrofe, os leucócitos não me soam nada bem. Só usaria um termo tão técnico se fosse obrigado por uma rima. E tu nunca usas rimas. Só lirismo, metáforas, antíteses... "...tudo não mora mais onde eu quero..." A tendência que tens neste poema para usares absolutos. Tudo. Tão perto de nada. até podia ser nada mas aí já soaria menos pesado. Mora e Quero mais aliterações , não tão óbvias como as de cima, mas claras. O "...nada..." afinal aparece também, mas na estrofe final, onde há um carregado sentido de moralidade com que terminas. Realmente apareces pouco, mas quando vens nunca é simples, fácil ou vulgar. Obrigado |
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